Yuddhatpaschaddrudha Yoga

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Este yoga forma-se quando o regente da 3ª casa está colocado num signo fixo (Touro, Leão, Escorpião ou Aquário), ocupa também um signo fixo na varga Navamsa e  está colocado numa «casa cruel» (uma das dusthanas– 6ª, 8ª, 12ª) na varga Shastiamsha (D-  60).  Além disso, o regente da casa  que é ocupada nesta varga pelo regente da 3ª casa da carta natal (D-1) deverá estar colocado no signo de debilitação.

A carta divisional  Shastiamsha não é muito usada pela maioria dos astrólogos porque implica uma divisão de cada signo num número muito elevado de partes, o que exige o conhecimento ao segundo da hora de nascimento, caso contrário, os resultados  não serão fiáveis.  Assim, é preciso ter a hora exata de nascimento para usar esta divisional que mostra o karma pendente que influencia as circunstâncias da vida presente. Apesar do interesse indubitável que pode ter para a maioria dos leitores, na generalidade dos casos, em que a hora do nascimento não é registada com a precisão de um relógio atómico, há que ter cautela ao interpretar esta carta divisional.

Quanto aos seus efeitos, a tradição afirma  que a pessoa com este yoga é corajosa após o início da guerra.  Como lembra o Dr. Raman (300 important Combinations) isto deve adaptar-se ao dia-a-dia da vida atual, em que, em vez do estado de «guerra» tradicional, temos as dificuldades e obstáculos que se interpõem perante os interesses ou objetivos de cada um, bem como as dificuldades inesperadas que surgem sem que nada possamos fazer.  A verdade é que muitos pensam não ter força suficiente para enfrentar tais dificuldades  porém, quando confrontados com a sua realidade, agem com determinação e valentia, deitando  mãos ao trabalho para as vencer de forma resoluta e decidida.

É a esta capacidade para não se deixar vencer pelas dificuldades que este yoga se refere, lembrando que é muito fácil  uma pessoa pensar «se for preciso eu terei coragem e farei isto e aquilo» porém, quando as dificuldades aparecem, nem todos têm a determinação, o sangue frio e o sentido de precisão que resolve os problemas quando estes aparecem, adaptando-se e superando as dificuldades.

Este yoga mostra afinal que a coragem não é algo de abstrato. Uma pessoa não diz, sem enfrentar qualquer perigo «eu sou corajoso(a)» pois só a partir do verdadeiro teste das circunstâncias é que se poderá saber, com certeza, quem é ou não é corajoso.

É claro, no entanto que, muitas vezes a coragem só por si não chega, sobretudo quando as dificuldades se sucedem em catadupa e não são possíveis de controlar. O yoga não garante que o nativo que o possui consiga superar todas as dificuldades, apenas revela que a pessoa tem coragem nas circunstâncias descritas . Infelizmente, nem todas são controláveis por cada um de nós, sendo fruto de karma pendente que terá que ser «pago».

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