Pitrusapa Sutakshaya yoga

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Falamos de mais um yoga da 5ª casa, neste caso um yoga maléfico. É um dos yogas que, segundo a tradição hindu,  deve os seus efeitos a uma maldição  causada pela ira do pai. Tais efeitos devem-se à lei de causalidade também designada por karma e que condiciona as condições da vida terrena.

A  formulação  do yoga é um pouco confusa pelo que seguimos a explicação do prof. B. V. Raman (300 Important Combinations). Podemos encontrar diversas configurações deste yoga, em cada uma delas o Sol, símbolo do pai, desempenha um papel central:

  • O Sol está colocado na 5ª casa, no signo de debilitação (Balança). Ora, isto apenas acontece para os nativos com Ascendente Gémeos;
  • O Sol está colocado na 5ª casa, ocupando a divisão navamsa de Capricórnio ou Aquário. Esta configuração não ocorre para os Ascendentes Carneiro, Leão ou Sagitário pois, para estes, a 5ª casa nunca está na divisão Navamsa referida;
  • O Sol, regente da 5ª casa, está colocado numa casa trikona e está cercado por planetas maléficos (na casa anterior àquela onde está colocado e na casa posterior e essa) ou recebe o aspeto de planetas maléficos. Esta configuração apenas pode ocorrer para o Ascendente Carneiro;
  • Júpiter (planeta karaka dos filhos) está no signo de Leão; o regente da 5ª casa está associado com o Sol e a 5ª casa e o Ascendente estão ocupadas por planetas maléficos;
  • Marte rege a 9ª casa e está conjunto com o regente da 5ª e planetas maléficos ocupam a 1ª, 5ª e 9ª casas.

Quanto aos resultados do yoga, ele indica a  morte de filhos., causada pelas energias subtis postas em movimento por uma maldição gerada pela ira do pai.   No seu comentário, o prof. Raman acrescenta que  a simples coincidência entre a 5ª casa e o navamsa de Saturno (signos Aquário e Capricórnio) é, por si mesma ,indicadora de morte de filhos embora possa haver no horóscopo outras configurações que contradigam isto e conclui que a discrição deve ser a base destas previsões, tomando-se o cuidado de analisar muito bem todos os fatores em causa  e tendo, – dizemos nós- o cuidado de ter em conta as referências culturais da pessoa a quem se fazem tais previsões pois é certamente estranho para muitos e perturbador considerar que a perda de um filho se deva a «ira do pai». Em primeiro lugar porque não se sabe quem é «o pai» em causa, não sendo o pai na atual existência pois o karma é,  segundo a tradição, definido antes de o indivíduo vir à existência.

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