O Brihat Hora Sastra e a Classificação das Casas Maléficas do Horóscopo

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Antes de  iniciarmos a apresentação da natureza funcional dos planetas de acordo com o estabelecido na obra «Brihat Hora Sastra» , para que os nossos leitores não fiquem baralhados, vamos primeiro analisar a descrição  que é feita nesta obra de algumas casas do horóscopo e vamos comentando e acrescentando as nossas conclusões.
Assim, tendo em conta as regras definidas nesta obra e referidas no artigo anterior  vamos começar por uma breve referência ao que se diz na obra mencionada acerca das casas do horóscopo cujos regentes o cap. 34 do livro referido considera que «são sempre maléficos». Usaremos as próprias palavras atribuídas a Parashara:
Características Gerais da 2ª, 3ª, 7ª e 11ª casas do Horóscopo Segundo «Brihat Hora Sastra» *
* Não consideramos aqui a 6ª pois estamos de acordo com a sua caracterização como casa maléfica.
 
2ª casa do horóscopo- Efeitos da 2ª casa: «combinações para riqueza. Se o regente da 2ª casa estiver aí colocado ou numa casa kendra ou trina, promove a riqueza financeira. A pessoa será pobre se o regente da 2ª estiver colocado numa casa maléfica ao mesmo tempo que o regente da 11ª também está mal colocado e a 2ª está ocupada por um planeta maléfico.» Esta descrição dá-nos a  saber que a 2ª casa tem uma importância extraordinária na vida de todos nós e que tem resultados muito positivos na nossa vida pois sem os recursos necessários para nos sustentarmos, a existência torna-se impossível. A conclusão que se tira é que não é lógico considerar que o regente da 2ª casa é sempre maléfico. Sabendo que Parashara foi um grande mestre  cuja sabedoria é incontestável, temos que admitir que falta acrescentar mais  informação que nos permita concluir porquê e em que condições o regente da 2ª casa se torna mau. E aqui lembramos outro significado desta casa , que é  uma casa maraka , isto é, o seu regente é capaz de causar a morte  do nativo, no seu período dasha ou subperíodos em outros dashas. Mas, como Parashara nos diz a propósito de todos os planetas, é preciso que o regente da 2ª casa esteja fraco/aflito para ter esse poder fora do tempo devido pois a morte, tal como o nascimento, é uma circunstância pela qual todos teremos que passar e é um acontecimento natural, a menos que a vida nos seja roubada por causas não naturais. Um regente forte e não aflito no horóscopo não produz a morte fora de tempo, como  as investigações empíricas dos astrólogos védicos desde há milhares de anos têm confirmado. E hoje isto é ainda mais verdade porque , se há milhares de anos e ao longo de muitos séculos, a vida humana foi sempre muito  frágil, levando os estudiosos a temer todos os indicadores da sua ocorrência pois a esperança de vida não era comparável à dos dias de hoje, atualmente, com os progressos da ciência e com a proteção  da vida de que dispomos, não faz qualquer sentido encarar a 2ª casa como uma casa maléfica por estas razões. Apenas se torna maléfica quando o seu regente é fraco pois aí torna-se incapaz de proteger os seus significados positivos.
 
3ª casa do horóscopo- Esta casa teve uma importância considerável nos tempos antigos, tempos em que  «o número de braços» disponíveis para contribuir para a economia familiar baseada no trabalho do campo e  no desempenho dos vários ofícios o número de irmãos era muito importante- quando maior o número de irmãos, mais fácil seria a vida do nativo pois o trabalho seria distribuído por mais pessoas, libertando-o um pouco mais para viver a sua vida sem  excesso de trabalho. A 3ª casa é a casa dos irmãos e este é o significado que sobressai na análise do «Brihat Hora Sastra». Mas a 3ª casa é também a casa da coragem e da bravura, das iniciativas e da motivação que nos leva a fazer coisas no mundo. Vejamos o que nos diz o texto: «se o regente da 3ªcasa estiver associado com Marte (significador da casa) ou em aspeto com a 3ª casa, o nativo gozará de bons resultados». «Se o regente da 3ª ou Marte, está numa casa angular ou trina ou no signo de exaltação ou em boas divisões (navamsa, etc) terá irmãos e receberá felicidade deles». Ora, estes são bons resultados, tanto no tempo em que Parashara viveu como nos dias de hoje. Para além disto, a 3ª casa simboliza também todos os processos de comunicação, de escrita, os talentos artísticos, etc. e estes são também bons resultados. É claro que, quando o seu regente é fraco e /ou a casa recebe aspetos de planetas maléficos, torna-se negativa. Mas isso também sucede com todas as outras casas do horóscopo. 
 
7ª casa do horóscopo- As considerações que fizemos na 2ª casa acerca do facto de essa ser uma casa maraka aplicam-se também a esta, pois a 7ª também é considerada uma casa maraka. Pedimos ao leitor  que reveja o que escrevemos a este propósito na descrição  da 2ª casa. 
Mas no «Brihat Hora Sastra» as referências fundamentais que descrevem a 7ª casa são muito positivas: «Se o seu regente está no próprio signo ou no signo de exaltação, o nativo será completamente feliz no casamento e com o cônjuge». «Se o regente da 7ªcasa for forte, se receber  aspeto de um planeta benéfico, o nativo será rico, honrado, feliz e afortunado.» Ora, ao lermos esta descrição, ficamos perplexos quando somos confrontados,  no cap. 34 , com a afirmação de que o regente desta casa deve ser considerado maléfico. Isto só faz sentido quando  pensamos no caráter maraka desta casa mas, a este respeito, voltamos a referir que é preciso que o regente da 7ª casa seja fraco e esteja aflito para adquirir o poder de causar a morte fora de tempo ao nativo. Por isso, dado que os significados positivos desta casa prevalecem , a classificação do seu regente como maléfico é destituída de fundamento. O texto atribuído a Parashara  sobre esta questão não pode ser aceite sem sentido crítico.
 
11ª casa do horóscopo-  E, finalmente, temos a 11ª casa do horóscopo. Esta é a casa dos ganhos e Parashara não se cansa de o mencionar: «quando o seu regente está colocado na própria casa, ou numa casa angular ou trina,  o nativo obtém muitos ganhos. De modo semelhante, se estiver exaltado, mesmo que esteja combusto, trará muitos ganhos». Agora, o que leva muitos astrólogos a acreditarem que o regente da 11ª casa «é o mais maléfico de todos?» Para o compreendermos, temos que nos lembrar de que a Astrologia Jyotish surgiu como parte integrante da Filosofia Védica que tinha por objetivo promover o desenvolvimento espiritual dos seus estudantes. A 11ª casa, ao mostrar os ganhos materiais, pode indicar uma inclinação para a ganância e para o desejo excessivo de obter posses no mundo material. Em termos morais,  portanto, é uma casa «potencialmente má.» Porém, ela também significa a realização dos nossos desejos e muitos destes não têm necessariamente a ver com dinheiro; também significa o prestígio que podemos obter  como resultado da nossa vida em comunidade e do nosso esforço pessoal  no trabalho e na carreira, e os amigos  e o círculo social que conquistamos  nesse percurso. Por isso ela refere-se também  às nossas posses no plano social , que são de caráter valorativo e não material. Ora, quem pode descrever estes significados , que são a própria razão  de ser da vida em sociedade, como maléficos? Parece-nos por isso  não fazer qualquer sentido a caracterização desta casa como maléfica,  respeitando a própria caracterização que Parashara faz dela.
E depois deste esclarecimento, necessário para ultrapassar dúvidas na nossa terminologia e conceções, passaremos no próximo artigo à natureza funcional dos planetas de acordo com as regras já mencionadas do «Brihat Hora Sastra».

O que Dizem os Mestres da Jyotish: Os Pressupostos para Julgar a Natureza Funcional dos Planetas

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A natureza funcional dos planetas é a chave principal para fazer previsões corretas dos eventos. Assim, este é um assunto fundamental para todos os que desejam compreender os fundamentos da Astrologia Jyotish e querem aprender a fazer análises e previsões astrológicas rigorosas. Por isso hoje vamos aos fundamentos e apresentamos o que diz o grande Mestre da Jyotish, Parashara, no livro onde foram registados os seus ensinamentos orais, o  «Brihat Hora Sastra» no cap. 34 que fala da natureza funcional dos planetas para cada Ascendente.
Neste capítulo há algumas omissões, porventura fruto do facto de a passagem para a escrita dos ensinamentos deste mestre ter sido tardia em relação aos seus ensinamentos orais, resultando por isso da expressão indireta desses ensinamentos. Milhares de anos separam-nos deste texto, que foi no entanto reverenciado ao longo do tempo como a «Bíblia» da Jyotish.
Na determinação dos planetas que são funcionalmente benéficos ou maléficos, Parashara define algumas regras simples:
a) os planetas benéficos naturais produzem maus resultados quando regem casas kendra ( a 1ª, a 4ª, a 7ª e a 10ª); por sua vez, os planetas maléficos, quando regem as mesmas casas, perdem o caráter maléfico e produzem bons resultados;
b) O regente do Ascendente produz bons resultados porque  a 1ª casa é simultaneamente kendra e trikona (as trikonas são a 1ª, a 5ª e a 9ª);
c) Observamos as casas kendra para analisar a felicidade e as 5ª e 9ª  para a riqueza;
d) Qualquer planeta com a regência da 3ª, 6ª e 11ª é sempre maléfico nos resultados. Os resultados dos regentes da 8ª e da 12ª casas dependem da associação (isto é, da regência, pelo planeta, de outras casas, que podem ser maléficas ou benéficas).Se o regente da 8ª casa também reger a 3ª, a 7ª ou a 11ª, será muito negativo; mas, se reger uma trikona dará resultados auspiciosos. A razão é porque a casa predominante prevalece e o planeta produz, desse modo, os resultados mais positivos. Falta acrescentar, porque está omisso nesta passagem, que os signos de que se fala só se tornam predominantes quando são  o signo Mooltrikona do planeta.
e) Quando a 8ª casa  tem a regência do Sol ou da Lua (como sucede para os Ascendentes Sagitário e Capricórnio) não é prejudicial. Porém, nada se diz sobre a sua natureza: é neutra? O texto é omisso.
f) Parashara define ainda quais são os planetas naturais benéficos : Vénus e Júpiter; acrescenta que a Lua, como benéfico, é «medíocre», sendo o mais fraco dos benéficos e que Mercúrio é neutro. A força dos benéficos para produzir resultados é, em ordem crescente: Lua cheia, Mercúrio, Júpiter e Vénus. Mercúrio aparece tratado como benéfico apesar de a sua natureza poder tornar-se maléfica por associação com planetas maléficos funcionais.
g) Os planetas maléficos naturais, por ordem crescente de força são: Lua minguante, Sol, Saturno e Marte. Quando regem casas kendra, a sua força para produzirem bons resultados segue a mesma ordem.
h) Quando os planetas  benéficos naturais regem casas kendra, a  sua força para produzirem maus resultados é, por ordem crescente : Lua minguante, Mercúrio, Júpiter, Vénus.
i) Rahu ou Ketu dão resultados principalmente a partir a casa onde se encontram ou da associação por aspeto com outros planetas. Se estiverem colocados numa casa kendra e receberem um aspeto de  um regente de uma casa kendra ou trikona, tornam-se num yogakaraka.
 j) Finalmente, e  muito importante,  as exceções: 1. um planeta maléfico só produz bons resultados quando rege uma casa kendra e também uma casa trikona, isto é, apenas quando é um yogakaraka. 2. Se o planeta que rege uma casa kendra ou uma casa trikona também rege uma das casas maléficas, não forma Rajayoga quando se associa com um outro regente de casa kendra ou casa trikona.
No nosso próximo artigo vamos ver como são aplicadas estas regras, por Parashara, na definição da natureza funcional dos planetas, para cada Ascendente.

Casas do Horóscopo e Planetas que Funcionam como o Sol

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O investigador da Jyotish V. K. Choudhry desenvolveu, com base em estudos empíricos, o conceito de «casas como o Sol»  e «Planetas como o Sol». Estas casas são a 2ª,   a 3ª e 9ª casas do horóscopo quando ocupadas por signos Mooltrikona e os seus regentes, seja qual for a sua colocação por signo, atuam como o Sol. 
Este conceito é importante para ajuizar sobre os efeitos dos planetas que regem estas casas do horóscopo ou estão nelas colocados, recebendo, por isso, um relevo e uma força adicionais.
Para os diversos signos Ascendentes, são os seguintes os planetas que atuam como o Sol:

Planetas que Agem como o Sol para Cada Signo Ascendente

CarneiroJúpiter
Touro- Lua
Gémeos- Lua, Saturno
CaranguejoSol , Mercúrio
Leão-  Mercúrio, Vénus e Marte
Virgem- Vénus
Balança- Júpiter
Escorpião- Lua, Júpiter
Sagitário- Saturno
Capricórnio- Mercúrio, Saturno
Aquário- Marte, Vénus
Peixes- Marte
Esta classificação das casas do horóscopo deve-se ao facto de estas casas terem um papel determinante no desenvolvimento individual da existência: a 2ª casa representa os recursos e as competências básicas de que precisamos para podermos garantir a subsistência no plano terreno. Significa também o status, a nossa origem familiar, etc., A 3ª casa significa a aprendizagem e o desenvolvimento das competências intelectuais e comunicacionais que definem a nossa expressão como seres humanos e sem a qual não é possível uma vida humana completa; a 9ª casa representa a «sorte» que nos cabe nesta vida, bem como a orientação que nos guia para a compreensão do nosso próprio destino e que permite  o desenvolvimento da sabedoria de vida que nos permitirá ligar a vida terrena com o plano espiritual. 
Finalmente, porquê a analogia com o Sol? bem, porque o Sol simboliza o nosso self mais profundo, é a centelha de vida que anima o nosso corpo físico e, por isso, ele tem uma importância acrescida na nossa vida, incluindo o comando  da vitalidade do corpo físico.
A análise destas casas do horóscopo deve por isso merecer toda a nossa atenção, particularmente se houver uma relação direta entre as «casas como o Sol»  e o próprio Sol ou o signo que ele rege.  Deste modo, a força de um planeta pode aumentar :
a) Qualquer planeta colocado no signo de Leão obtém 25% de força adicional. Quando esse planeta é regente da 2ª, da 3ª ou da  9ª casas, isto é ainda mais relevante. Destes  regentes, o mais forte é o da 2ª casa, seguindo-se o da 3ª e depois o da 9ª casa.
b)  Quando o Sol está colocado numa «casa como o Sol», ganha 25% de força adicional, desde que não seja funcionalmente maléfico. Se for funcionalmente maléfico não pode estar em conjunção ou aspeto próximo com o ponto mais efetivo da casa, para obter essa força adicional;
c) Quando o signo Leão ocupa uma das casas maléficas  e o Sol está aí colocado, mantém a sua força para produzir bons resultados desde que não esteja no avastha da «infância»/«velhice» nem debilitado na Navamsa.
d) O planeta regente de uma casa «como o Sol» colocado noutra «casa como o Sol » (por ex., o regente da 3ª casa colocado na 2ª) , se não estiver nos primeiros nem nos últimos 5 graus do signo (infância e velhice, respetivamente), pode mesmo ter 100% de força.
Finalmente, convém esclarecer que os «planetas que atuam como o Sol» não causam combustão a outros planetas.
Sugerimos que, como exercício, observe o seu horóscopo e  anote quais são os regentes das casas como o Sol no seu horóscopo. Tenha em mente que essas casas, para serem assim consideradas, devem ser ocupadas por signos Mooltrikona. Em caso de dúvida, siga a informação dada acima para cada Ascendente. Veja quais os planetas que ocupam essas casas e/ou estão colocados no signo Leão. Anote os aspetos que lançam para outros planetas e para outras casas. Que conclusões é capaz de tirar, tendo em conta os significados das casas e dos planetas em causa e conhecendo os eventos da sua vida?

As Casas Maléficas Também Têm Significados Positivos

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A Astrologia Jyotish é o resultado de milhares de anos de estudo e  de prática dos ensinamentos de sábios que escreveram nos Textos Védicos, considerados como a expressão da sabedoria dos mestres antigos. E, entre os antigos sábios, nenhum tem maior autoridade do que Parashara, que ensinou as bases da Jyotish  que podemos encontrar hoje no livro Brihat Hora Sastra. Porém, há que ter em conta que este livro, no qual  se baseiam principalmente  os ensinamentos e práticas atuais da Jyotish, incluindo os programas de software utilizados para efetuar os cálculos necessários, foi escrito posteriormente em relação a esses ensinamentos, que eram orais e, como acontece em todos os casos  em que passam por vezes muitos anos entre o tempo atual dos ensinamentos e a sua passagem para a escrita, perdem-se alguns ensinamentos, e o resultado são omissões que podem dar lugar a contradições quando não temos em conta que os textos escritos de que dispomos não são tudo o que aquele mestre ensinou e que alguns desses ensinamentos são fragmentários, exigindo por isso uma atitude crítica para podermos interpretá-los e completá-los.

Vêm estas considerações a propósito dos ensinamentos de Parashara acerca da natureza funcional dos planetas e de quais são as casas maléficas no sistema astrológico da Jyotish.  Estes dois aspetos têm que ser muito claros e não encerrar contradições porque todo o sistema de previsões se baseia neles. E, das duas, uma: ou os fundamentos são sólidos e coerentes e as previsões são confirmadas pelos casos reais ou encerram contradições porque nós insistimos em lê-los à luz de fundamentos pouco claros e erramos nas previsões , porque nos habituámos a considerar  o texto clássico, tal como o conhecemos hoje, com as suas omissões,  como se tais contradições não existissem  e por isso não obtemos uma visão lógica e coerente destes ensinamentos.
Ora, é por essa  razão  que consideramos tão importante o trabalho que o investigador e astrólogo Hindu V. K. Choudhry tem feito  na sistematização dos princípios da Astrologia Jyotish porque ele é um estudioso dos princípios clássicos da Jyotish  mas tem efetuado um trabalho de teste dos seus fundamentos a partir de uma abordagem sistemática  e experimental e, desse modo, permite-nos  uma compreensão mais clara dos fundamentos da Jyotish e também a realização de previsões mais corretas , confirmadas pela experiência das pessoas  no plano empírico.
E, de acordo com esta abordagem,  é preciso esclarecer o seguinte:

As casas do horóscopo têm todas significados positivos e negativos, embora em algumas delas os significados negativos prevaleçam e, por isso, são chamadas de «maléficas» porque estão associadas a experiências que podem ser difíceis e desafiadoras;  do mesmo modo, as casas benéficas também têm aspetos negativos, muito embora os que são positivos prevaleçam. E, num caso como no outro, a força dos planetas e a sua natureza funcional são determinantes para decidir os seus efeitos na vida concreta dos nativos.

Significados Positivos das Casas Maléficas- 6ª, 8ª, 12ª

6 ª- Para além dos aspetos negativos , esta casa também significa a vitória sobre os inimigos, uma situação financeira confortável,a  salvaguarda em relação à perda de bens através do roubo ou do fogo.
8 ª-  Vida longa, ganhos por herança, ganhos financeiros do pai, continuidade dos laços conjugais, mudança súbita que atrai dinheiro/riqueza.
12ª- Sono tranquilo,  ganhos a partir de terras estrangeiras, vida de luxo e de conforto, usufruir da companhia do cônjuge, proteção em relação a aprisionamento e estadia em hospitais. 
Para que estes significados positivos das casas maléficas se concretizem, no entanto, é preciso que elas estejam ocupadas por signos Mooltrikona  e que os seus regentes estejam fortes, bem colocados e sem sofrer por  aspetos maléficos de outros planetas.
Quanto à consideração seguida por muitos astrólogos védicos de que o regente da 3ª, da 6ª e da 11ª casas é  sempre  um planeta funcional maléfico, tal regra parece-nos que não tem apoio na realidade, pois os significados da 3ª e da 11ª casas são fundamentais para qualquer ser humano vencer no mundo através da coragem, da motivação, das capacidades mentais de comunicação e de aprendizagem (3ª casa) e  a realização dos desejos pessoais enquanto capacidade para ver os frutos do esforço e das iniciativas pessoais no mundo são um aspeto igualmente essencial para a realização  pessoal: é a 11ª casa que nos assegura o preenchimento das ambições e dos desejos pessoais e, sem os ter, nenhum de nós é capaz de realizar alguma coisa que mereça ser notada, nesta vida, nem boa nem má. Consideramos por isso, seguindo a proposta de V. K. Choudhry, que as únicas casas maléficas são a 6ª, a 8ª e a 12ª, quando ocupadas por signos Mooltrikona e quando os seus regentes estão fracos /aflitos.

Os Períodos Dasha e os Seus Efeitos no Horóscopo

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A Astrologia Jyotish conta com um instrumento de análise exclusivo e que não existe na Astrologia Ocidental para fazer previsões sobre as principais tendências nos eventos da nossa vida. Este instrumento são os períodos dasha e respetivos períodos, que são estudados em conjunto com as  «cartas divisionais» (que exigem o conhecimento exato da hora de nascimento, para serem eficazes) e com o estudo dos trânsitos.
No momento em  que nascemos, a nossa Lua ocupava um determinado grau de um signo que também corresponde a um  «pada» ou parte dos 27 Nakshatras. E é essa posição da Lua que define o período dasha de nascimento, a partir do Nakshstra que ela ocupava nesse momento. Hoje em dia , felizmente, já não precisamos  de saber Matemática para aprender Astrologia Jyotish porque o software faz os cálculos para nós e tudo o que temos que fazer é analisá-los.  A posição da Lua no nascimento é decisiva para definir a matriz de eventos possíveis da nossa vida porque é ela que estabelece a nossa ligação com o «destino» que nos cabe. Já tivemos oportunidade de explicar este papel da Lua na Astrologia Jyotish e você poderá aprofundar os seus conhecimentos sobre este assunto lendo esses artigos *. Por agora, vamos focar-nos nos períodos dasha e explicar como eles se desenrolam.
Cada planeta tem um número determinado de anos em que tem um papel central no desenrolar dos eventos que constituirão a nossa vida. A sequência entre eles é sempre a mesma, embora  o nosso primeiro dasha possa ser qualquer um deles. Mas, comecemos onde começarmos, a partir daí os períodos seguem sempre a mesma sequência. Se, por exemplo, nascermos no último período da sequência, Vénus, o período seguinte é o do Sol, etc. Seja  qual  for o primeiro dasha da nossa vida, provavelmente nunca os experienciaremos todos pois, para isso teríamos que viver 120 anos.

Duração dos Períodos Dasha dos Planetas

Sol-  6 anos
Lua- 10 anos
Marte- 7 anos
Rahu-18 anos
Júpiter- 16 anos
Saturno- 19 anos
Mercúrio- 17 anos
Ketu- 7 anos
Vénus-  20 anos
Cada período dasha tem um conjunto de subperíodos  que seguem a mesma sequência apresentada e que começa sempre com  subperíodo do próprio planeta. 
Assim, vamos usar o último horóscopo  que analisámos no artigo anterior para observar os períodos dasha . Aproveitamos para informar que existem muitas formas de considerar estes períodos , relacionadas com análises específicas mas o que habitualmente é considerado mais importante, porque tem caráter geral, é o Vimsottari Dasha.  Usando o software recomendado, depois de introduzir os dados para obter o horóscopo , clicamos, no menu superior, no separador «dasas». Por defeito, o programa apresenta-nos o que pretendemos, o sistema vimsottari.  Observamos uma lista com todos os dashas e respetivas datas , desde o nascimento, contendo o período de vigência de cada um:  
No exemplo que analisamos, esta pessoa nasceu em 1982 mas o período dasha em que  ele nasceu tinha começado em 1980. Trata-se do dasha de Mercúrio que começou a 22 de julho de 1980 e terminou em 23 de julho de 1997; seguiu-se o dasha de Ketu de 23 de julho de 1997 até 23 de julho de 2004; seguidamente começou o dasha de Vénus , em 23 de julho de 2004 e que terminará em 23 de julho de 2024. Etc. 
 
Agora, clicando no primeiro dasha que aparece, surge uma nova lista , dos subperíodos dentro de cada dasha: por ex.,  quando esta pessoa nasceu, experienciou uma parte do primeiro subperíodo do dasha de Mercúrio, até 19 de dezembro de 1982; após esse subperíodo, surgiu o subperíodo de Ketu, que vigorou desde 19 de dezembro de 1982 até 16 de dezembro de 1983. E assim sucessivamente, até acabar o período dasha, fazendo-se sentir a influência dos dois planetas – regente do período e regente do subperíodo-na vida da pessoa. 
 
Agora, a informação que nos interessa saber é a que se refere ao modo como estes períodos afetam a nossa vida e ajudam a produzir os  eventos mais felizes ou os mais  infelizes. E, a este respeito,  e porque  nós podemos não experienciar em tempo útil o período dasha de um planeta que tem importância especial para nós num certo momento da vida: por ex., escolher uma profissão, um curso adequado, casar, etc, torna-se mais importante estudar o impacto dos subperíodos dos planetas na nossa vida. A razão é muito simples: experienciamos um período dasha uma única vez na vida;  mas experienciamos muitas vezes o subperíodo  de um planeta, pois ele repete-se em cada período dasha. Embora o período principal dê a «tónica geral» das nossas experiências de vida durante um certo número de anos, o planeta que rege o subperíodo, pelas razões apontadas, acaba por ser mais importante nas previsões de eventos. 
E, para prever  quais as áreas da nossa vida que estarão em foco durante um período ou subperíodo de um planeta, período cuja duração varia de planeta para planeta, temos em conta:
a) as significações gerais  do planeta  que rege o período ou o subperíodo;
b) As significações da casa que é ocupada  pelo seu signo Mooltrikona. 
c) As significações da casa onde está colocado o planeta que rege o período ou o subperíodo.
Todos estes significados  vêm à tona nas experiências vividas em cada período ou subperíodo. Agora, para determinar se serão experiências felizes ou, pelo contrário, desafiadoras e problemáticas, teremos que ter em conta:
1. A força  natal do planeta que rege o período ou o subperíodo;  o caráter funcional do planeta (se é  funcionalmente benéfico; ou funcionalmente maléfico); os aspetos que recebe, sobretudo por conjunção próxima ou exata de outros planetas;  e a natureza funcional dos planetas com quem forma aspeto; 
2. Temos ainda que ter em conta que todos os significados relacionados com o signo Mooltrikona  do planeta que rege o período estarão muito evidentes e serão muito visíveis.
3. Se um planeta funcional  benéfico forte estiver em aspeto no horóscopo de nascimento, com o ponto mais efetivo da casa ocupada pelo signo Mooltrikona do planeta, mesmo que este seja fraco, dará muito bons resultados no seu período; pelo contrário, se é um planeta funcional maléfico forte a formar aspeto com o ponto mais efetivo da casa ocupada pelo signo Mooltrokona do planeta que rege o período, este pode não ser capaz de dar bons resultados, mesmo que seja forte no horóscopo de nascimento. 
 
Como exercício, sugerimos-lhe  que use o software que recomendámos e copie todos os períodos dasha da sua vida. Para cada período já vivido e para o atual, copie também os subperíodos e as respetivas datas. Faça um esforço de introspeção  e veja para  cada  um desses períodos e subperíodos quais foram as experiências mais marcantes de que se lembra: que áreas da sua vida foram afetadas? e foram experiências felizes ou infelizes? Seguidamente, associe o planeta regente do dasha e do subperíodo a essas experiências e veja qual é a natureza funcional dos planetas para o Ascendente.
Esse feedback da sua própria experiência vivida  é um importante fator de integração das informações que estamos a dar.
* Pode ler mais sobre a Lua na Astrologia Jyotish:

Analisar os Aspetos dos Planetas no Horóscopo- Exemplo Prático

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Para os nossos leitores poderem  compreender melhor o que dissemos no último artigo acerca dos aspetos dos planetas, procedemos à análise prática de um horóscopo:
Usando o software que recomendámos aos leitores, introduzimos  os elementos necessários para o cálculo do horóscopo. Trata-se de um  horóscopo masculino.
O Ascendente está colocado a 13º 39′ de Caranguejo. Anotamos este grau, que é fundamental para sabermos qual o ponto mais efetivo de cada casa do horóscopo. Se houver planetas que estejam colocados numa orbe de 5º antes e depois da longitude do Ascendente em qualquer das casas do horóscopo,  esse por si só é um fator que contribui para a força do planeta em causa.
Neste caso temos:
Sol –  6º47´Capr
Lua 17º 50′ Escorp
Marte- 20º31′ Virg
Mercúrio-24º 29′ Capr
Júpiter 14º 56’Libr
Vénus- 7º 21′ Capr
Saturno- 28º 33′ Virg
Rahu- 28º33 Gem
Ketu- 28º33′ Sag
Seguidamente, olhamos para o horóscopo para posicionarmos os planetas e observamos quais as relações que estabelecem entre si :
rob
rob
Observamos que o Sol está colocado na 7ª casa, o mesmo sucedendo com Vénus e com Mercúrio. Porém, olhando para a longitude dos planetas acima, verificamos que nenhum destes planetas está em conjunção com o ponto mais efetivo da casa pois a sua longitude é superior a 5º. Observamos também que o Sol e Vénus estão em conjunção exata, pois a longitude de ambos está na orbe de 1º de distância. Ora, convém, neste momento, fazer uma pausa para falar de um dos fatores que mais contribuem para a fraqueza de um planeta: a combustão. Esta ocorre quando um planeta está  próximo do Sol . A distância em relação ao Sol varia conforme o planeta em causa, para produzir combustão:

Tabela da combustão dos Planetas

Planeta
Distância  em Graus em relação ao Sol
Lua
12
Marte
17
Mercúrio
14
Vénus
10
Júpiter
11
Saturno
15
Mas a combustão dos planetas  produz    efetiva perda de força  apenas  quando o Sol  é um  planeta funcional maléfico, o que não acontece neste ccaso, uma vez que o Sol rege a 2ª casa do horóscopo. Assim, a proximidade de Vénus em relação ao Sol não produz perda de força e Vénus salvaguarda todos os seus significados, tanto mais que rege a 4ª casa do horóscopo, que está ocupada pelo seu signo Mooltrikona  Balança e, por esse facto, Vénus é a influência mais benéfica deste horóscopo. Porém, durante os trânsitos dos planetas funcionais maléficos pela  colocação natal ou pelo seu signo Mooltrikona, Vénus perde 50% da sua força.
Continuamos a observar os planetas e as suas posições  e vemos que Saturno e Marte estão na mesma casa, a, mas não estão em aspeto exato nem próximo, estão apenas em aspeto amplo.  Ora, isso significa que os efeitos deste aspeto só se farão sentir mais para o final da vida, uma vez que a orbe do aspeto ultrapassa os 5º. Notamos ainda que Saturno está fraco por estar no avastha de velhice e que é a influência mais maléfica deste horóscopo pois rege a 8ª casa, onde se encontra  o seu signo Mooltrikona, Aquário. Porém, neste caso a sua fraqueza ajuda  a diminuir os efeitos do seu caráter maléfico pois a  força de um planeta tanto serve para ele produzir efeitos benéficos como maléficos. Marte, por outro lado, é um yogakaraka, isto é, pela regência da 5ª e da 10ª casas, forma um Rajayoga, ou uma assinatura de poder. Mas é preciso analisar todos os fatores de força de um planeta, antes de decidir os seus efeitos. Para já, e de imediato, constatamos que ele lança aspeto para o seu próprio signo Mooltrikona, Carneiro, na 10ª casa, ainda que não para o ponto mais efetivo da casa. De qualquer modo, este  é um elemento positivo que favorece a carreira do nativo através da comunicação e de atividades empreendedoras, pois o planeta ocupa a 3ª casa. Mas, para determinar os seus efeitos, também precisamos de ter em conta o seu planeta dispositor. Este é o planeta que rege o signo Moltrikona onde um determinado planeta está colocado. Só existe dispositor de um planeta quando este está colocado num signo Mooltrikona. A força de um planeta não pode ser superior à do seu  dispositor. Este é o «dono» da casa onde o planeta está localizado e limita a ação do planeta em causa. Neste caso, o signo é Virgem e o dispositor é Mercúrio. Saturno lança aspeto para a 5ª casa, para a 9ª e para a 12ª casas.  Forma um aspeto amplo com  a Lua e uma conjunção exata com Rahu.  Marte, por sua vez, lança aspeto para a 6ª casa, onde se encontra Ketu, para a 9ª e para a 11ª, não formando outros aspetos.
Olhamos de seguida para a 4ª casa e encontramos  Júpiter aí colocado. Júpiter rege a 6ª casa do horóscopo, uma casa maléfica e, porque é ocupada pelo signo Mooltrikona de Júpiter, dizemos que este é um planeta funcional maléfico para este Ascendente, não obstante também reger a 9ª casa da sorte. Isto não significa que Júpiter não dê a este nativo sucesso nesta vida , porém, no período dasha do planeta e nos subperíodos do planeta em outros dashas, Júpiter traz obstruções, dívidas, conflitos, etc. o mesmo acontece  durante os seus trânsitos pelos pontos sensíveis das casas e outros planetas do horóscopo.Júpiter está em conjunção exata com o ponto mais efetivo da 4ª casa, lançando também um aspeto exato para a 8ª casa das heranças  , para a 10ª casa da carreira e para a 12ª casa. O seu período só ocorrerá tarde na vida, em 2065 em estado de velhice adiantado, pelo que os seus efeitos não serão dramáticos na vida desta pessoa. Mas, durante os seus subperíodos em outros dashas, poderá haver obstruções, dificuldades na carreira e gastos/ despesas em excesso.
Na 5ª casa do horóscopo encontra-se a Lua. Esta  forma conjunção próxima com o ponto mais efetivo da casa, que sofre deste modo uma forte influência dos significados da Lua.  A Lua está também aflita por Saturno pois recebe um aspeto de 3ª casa deste planeta. Recebe ainda o aspeto de Rahu, colocado na 12ª casa, num bom signo mas numa casa em que produz despesas, perdas, etc.  Neste horóscopo, a Lua não é  um planeta qualquer, é o regente do Ascendente. Observando a sua posição na varga Navamsa, constatamos que também se encontra em Escorpião, num estado que é designado por Vargottama e é considerado auspicioso. A Lua está debilitada mas está colocada na casa dos «créditos por ações passadas, numa casa que é regida pelo planeta yogakaraka do horóscopo pelo que poderá estar ao serviço do nativo para o ajudar a alcançar o sucesso nesta vida. A Lua também está em aspeto exato com a 11ª casa, gerando flutuações nos rendimentos, quando, por trânsito, fica conjunta com o ponto mais efetivo do signo Touro. Mas os efeitos da Lua são transitórios, fazendo-se sentir apenas durante  algumas horas.
Finalmente, observamos o Sol, Mercúrio e Vénus na 7ª casa do horóscopo.  Mercúrio rege a 12ª casa mas, como esta não é  ocupada por um signo Mooltrikona, prevalece o seu significado como regente da 3ª casa, uma casa forte. Ora, o regente da 3ª casa, uma  «casa como o Sol», está em aspeto amplo com o  Sol e com Vénus, que rege a popularidade, os bens imóveis e móveis, os ganhos e a realização dos desejos e ambições do nativo(4ª e 11ª casas). O Sol , regente da 2ª casa, está em conjunção exata com o regente da 11ª casa, formando um Dhana yoga, o que significa que esta pessoa poderá ganhar bastante e realizar os seus desejos,utilizando as parcerias tanto  nos negócios como no plano pessoal (7ª casa) para alcançar os seus objetivos na vida. Os três planetas estão em aspeto com  o Ascendente, fortalecendo a vitalidade, as capacidades de comunicação e de iniciativa e o gosto pelo conforto e pelo prazer.
Muito mais ainda haveria que dizer sobre este horóscopo, sobretudo no que se refere à força dos planetas mas por hoje ficamos por aqui. Sugerimos-lhe que faça um exercício semelhante no sentido de anotar os aspetos dos planetas no seu horóscopo, para ir acompanhando, de forma significativa, as explicações que vamos dando.

Efeitos dos Aspetos dos Planetas

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Ao analisar o horóscopo temos em conta que os planetas interagem entre si  e  influenciam -se mutuamente, de acordo com as regras gerais já enunciadas  e segundo a sua natureza funcional. Isto significa que temos que saber  qual é, para cada Ascendente, a natureza funcional dos planetas. Essa influência pode ser positiva ou negativa  e isso determina-se, antes de mais, pela natureza funcional dos planetas. É claro que também convém ter em conta o caráter benéfico natural ou maléfico natural dos planetas, pois um planeta maléfico natural, mesmo sendo funcionalmente benéfico, tende a produzir também algum mal, enquanto que um planeta benéfico natural, mesmo quando é  funcionalmente maléfico, tende a produzir algum bem. No entanto, a natureza funcional do planeta prevalece sempre , na  elaboração das previsões.
Os aspetos dos planetas, como tivemos já oportunidade de explicar, têm, na Astrologia Jyotish, uma relação direta com a distância, por número de casas, entre o planeta que estamos a considerar e o outro planeta ou casa do horóscopo. No entanto,  consideramos ainda que, para além dessa regra,  os aspetos que ocorrem dentro da orbe de 5º são efetivamente os mais poderosos e capazes de despoletar eventos significativos na nossa vida. E, a este respeito, a conjunção é o aspeto mais poderoso entre planetas: ela diz-se exata quando  dois planetas se encontram a menos de um grau de distância um do outro; diz-se próxima quando se encontram distantes  dentro de uma orbe de 5º. Quando, no horóscopo, dois planetas se encontram  em conjunção exata, os seus efeitos far-se-ão sentir como uma influência duradoura na vida da pessoa; porém, quando se encontram  em aspeto amplo, isto é, na mesma casa, mas separados por mais de 5º, produzirão efeitos apenas na última parte da vida, provavelmente após os 60 anos de idade.
Agora, qual o impacto dos aspetos dos planetas? A Astrologia Jyotish considera  uma quantidade enorme de possíveis configurações entre planetas, que se chamam yogas  e que  são assinaturas que definem as promessas natais de um horóscopo. Porém, estas assinaturas, só por si, são insuficientes para garantir previsões corretas sobre os efeitos dos planetas. E isto pela razão simples de que tais assinaturas presentes no horóscopo de nascimento, podem nunca ter ocasião de se desenvolver no tempo  e produzir os efeitos esperados. A razão para isso é que, em primeiro lugar, é  preciso determinar a força dos planetas envolvidos nesses yogas ou assinaturas específicas do horóscopo. Se, por exemplo, encontrarmos o regente da 2ª casa e o regente da 11ª casa em conjunção exata numa determinada casa, consideramos que eles formam um dhana yoga que é uma assinatura de riqueza. Mas, imaginemos que eles se encontram colocados numa casa maléfica ou que estão aflitos porque recebem o aspeto de um ou de mais planetas funcionais maléficos; ou que os seus signos mooltrikona estão aflitos pela presença de um planeta maléfico funcional ou porque recebem, no ponto mais efetivo da casa que ocupam, um aspeto de um planeta maléfico funcional poderoso. Nestes casos esses planetas, apesar de formarem uma assinatura muito auspiciosa de riqueza, são demasiado fracos para produzir os efeitos esperados.
Não significa que não permitam obter alguns ganhos, mas serão sem dúvida  insignificantes relativamente ao que se poderia esperar deste yoga. Deste modo , é bom  ter em mente que os planetas, ao interagirem e produzirem aspetos mútuos, causam efeitos de acordo com a sua força e o simples facto de formarem um yoga só por si não garante que este produzirá efeitos importantes na sua vida . Um planeta forte produz efeitos visíveis e significativos; um planeta fraco produz efeitos insignificantes e limitados.  E a influência próxima de um planeta maléfico funcional sobre uma casa ou outro planeta causa sempre prejuízo aos significados do planeta e/ou da casa afetados; pelo contrário, um planeta benéfico funcional ajuda sempre  o planeta ou casa que recebem o seu aspeto, fortalecendo os seus resultados.
Entretanto, há uma exceção a ter em conta: um planeta maléfico funcional nunca  causa danos ao seu próprio signo Moltrikona, quando está em aspeto com ele.
Continuaremos a desenvolver este assunto .

Os Significados Gerais e Particulares dos Planetas- Um exemplo

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Em artigos anteriores publicámos os significados gerais dos planetas. Estes significados são conhecidos como «karakas» e não têm em conta a regência das casas do horóscopo, sendo por isso válidos para todos os horóscopos. Mas, para além desses significados os planetas adquirem outros, mais específicos, relacionados com as casas que regem num horóscopo determinado. E,entre estes significados específicos que temos que ter em conta para interpretar um determinado horóscopo, devemos incluir: os significados relacionados com a casa onde «cai» o signo mooltrikona do planeta, os significados da casa onde o planeta está colocado no horóscopo , os aspetos que o planeta recebe e lança para outros planetas/casas e, quando estamos a fazer previsões de eventos, também a casa onde o planeta está situado por trânsito. Ou seja, os significados particulares dos planetas podem ser estudados em dois tipos de análise do horóscopo: a análise estática, isto é, das «promessas natais» em geral- e consideramos para este efeito os significados da casa onde se encontra o signo mooltrikona do planeta e a casa onde ele está colocado no horóscopo; e a análise dinâmica, ou seja, aquela que nos permite fazer previsões , analisando os momentos temporais da vida do nativo em que as promessas natais poderão cumprir-se. E, para este último efeito, consideramos todos os elementos referidos para os significados particulares.
Assim, tomemos como exemplo o horóscopo da atriz Meryl Streep. O Sol , entre outros indicadores gerais, significa o self, a autorealização do nativo, o seu nome e fama ou reputação, a autoridade, o status e o poder, a vitalidade física, etc. Ora,no horóscopo desta atriz, o Sol rege a 2ª casa, ocupada pelo seu signo Mooltrikona e, deste modo, compreendemos que a realização pessoal,a fama,o status etc., é fruto do esforço pessoal e do talento desta pessoa, dos dons que ela trouxe para este mundo e que desenvolveu através do seu esforço. A 2ª casa é uma casa de acumulação de riqueza e de ganho de estatuto, de desenvolvimento de competências e de recursos pelo trabalho. E é também indicadora da família de origem. Neste caso, tendo o signo Leão a ocupá-la, indica um ambiente familiar em que a autoridade foi uma referência fundamental, mas acompanhado de um bom ambiente afetivo, em que a criatividade e o amor pela arte foi estimulado como parte da educação. Como o Sol é indicador do self, esta pessoa identifica-se profundamente com a sua família e com o legado familiar, que respeita e que  se mantém como referência na sua vida. O Sol é também um indicador da criatividade pelo que, muitas vezes, estas pessoas seguem uma carreira  no campo das artes ou em alguma área onde se tornam numa autoridade ou referência para os outros. Porém, o Sol está colocado  na 12ª casa, uma casa de solidão e de confinamento ou isolamento dos outros e isso significa que, para esta pessoa, é difícil expor-se a si mesma sem qualquer véu pois, tipicamente, a colocação do Sol ou da Lua na 12ª casa causa a necessidade de resguardo em relação aos olhares do público.
 Mas  a Lua, que significa, em termos gerais e  entre outras coisas , a popularidade e a relação com o público ,rege o Ascendente, e é por isso responsável por uma parte muito importante do tipo de destino que a pessoa realizará  em concreto na existência . Vemos que  está colocada na 10ª casa, uma casa de relação com o público numa  vasta escala e, assim, esta pessoa teve que encontrar uma forma que permitisse  canalizar a sua energia criativa para uma expressão pública que, ao mesmo tempo que a tornaria popular, também protegeria a sua identidade pessoal;  uma forma em que ela se expõe  mas de forma indireta, dando vida a personagens fictícias que  encarna no grande écran. Pode assim manter uma relação contínua de exposição ao público, necessária para concretizar o seu desejo de fama individual e de popularidade, mas mantendo-se simultaneamente escondida dos olhares do público: este aclama a atriz Meryl Streep e não a cidadã Mary Louise Streep.
Adicionalmente, e porque a linguagem da Astrologia é simbólica, podendo ter vários níveis diferentes de leitura, podemos também inferir que a mãe de Meryl, representada pela Lua no signo de Carneiro na 10ª casa, é uma pessoa independente, empreendedora e também ela com uma carreira bem definida e visível para o público,com uma reputação ganha por mérito próprio.
Olhando para o planeta Mercúrio, que tem  como significados gerais a capacidade de pensar de forma analítica e disciminativa, o poder o discurso e da comunicação, verificamos que ele rege a 3ª casa, ocupada pelo seu signo mooltrikona, Virgem. Ora, a 3ª casa é uma casa de iniciativa, de coragem, de expressão criativa através do uso do discurso, da escrita, da comunicação. É também uma casa de motivação e de desejo, de ambição pessoal. Indica por isso que os desejos e ambições desta pessoa estão relacionados com o uso de talentos criativos (3ª casa) em que o uso do discurso (Mercúrio e 2ª casa) são muito importantes. Mercúrio está colocado na 11ª casa da realização dos desejos e dos ganhos, em conjunto com Marte, regente da 10ª casa da projeção pública e do reconhecimento, fama , status, etc. A 11ª casa é também, a casa dos amigos e do círculo social da pessoa pelo que podemos inferir que a realização das ambições pessoais da atriz está fortemente ligada à criação de laços de amizade, havendo uma ligação entre a vida profissional e a vida pessoal, o que não é de estranhar ,atendendo a que o Ascendente Caranguejo produz a necessidade de a pessoa se rodear de amigos para se sentir realizada e feliz.
E poderíamos continuar a analisar cada planeta, articulando significados gerais e significados particulares. O estudante de Astrologia precisa de praticar este tipo de análise através do estudo de muitos exemplos, para aprimorar a sua capacidade de análise global do horóscopo. Porém, deve ter em conta que cada planeta pode ter muitos significados diferentes, pelo que deve iniciar a análise sabendo o que está a procurar, isto é, escolhendo os significados gerais e particulares do planeta que estão relacionados com a área de vida ou com os aspetos específicos que ele quer saber: Se, por ex., estou a tentar perceber quais as melhores hipóteses de carreira para uma pessoa, procuro, entre os significados dos planetas que estão associados em geral com esta área- O Sol, Júpiter e Mercúrio- aqueles que se ligam a esta área e deixo os restantes em plano secundário; faço o mesmo para os significadores particulares, como os regentes da 2ª e da 10ª casas, etc.
E agora sugerimos que você, Caro(a)  Leitor(a) use o exemplo que lhe deixamos  para tentar descodificar os significados gerais e específicos dos planetas na sua carta astrológica. Não se preocupe , inicialmente sentirá dificuldade em organizar toda esta informação mas, à medida que for treinando e for analisando muitos exemplos, esta tarefa torna-se mais fácil e intuitiva. E, sobretudo, não se esqueça de que o astrólogo não tem nenhuma varinha de condão. Para analisar o horóscopo de alguém, procure informar-se junto da pessoa de todos os elementos relevantes que  o (a) ajudem a recolher a informação pertinente no horóscopo. Nós continuaremos a dar-lhe exemplos que ajudem a sua proficiência.

Fatores Determinantes da Fraqueza dos Planetas no Horóscopo

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Determinar a força e a fraqueza dos planetas é fundamental para podermos prever eventos em Astrologia. Prevemos os eventos  através da análise conjunta dos períodos (dasha) e subperíodos planetários e dos trânsitos. Para poder produzir efeitos positivos, um planeta tem que ter pelo menos 60% de força.

 São vários os fatores que provocam a fraqueza dos planetas no horóscopo. Quando um planeta é fraco, tanto os seus significados gerais como os que estão associados ao seu signo Mooltrikona e às casas que rege são prejudicados.  Os efeitos dos planetas  faz-se  notar especificamente durante os seus  períodos e subperíodos e durante os trânsitos e, nesses momentos, um planeta fraco não é capaz de produzir bons resultados relativamente aos aspetos e áreas de vida que significa.

 Tradicionalmente a Astrologia Jyotish considera que os planetas fracos podem ser fortalecidos através do uso da Gemoterapia , da terapia da cor ou de outras formas enraizadas na Religião e na Filosofia Védicas. Ou então, através de uma vida orientada por princípios de aperfeiçoamento moral individual.

 Na nossa modesta opinião, o uso de gemas, com determinada frequência vibratória, ou o uso da cor, ou dos «mantras» encomendados a «homens santos», por si sós são insuficientes para alterar a força global do horóscopo individual. Acreditamos essencialmente que a única forma de melhorar significativamente o nosso destino é através do esforço autêntico e sincero para sermos melhores hoje e no futuro do que fomos em todas as fases anteriores da nossa vida. É esse esforço para o aprimoramento contínuo pessoal que pode mudar a frequência vibratória de todas as nossas energias e levar-nos para um «destino» melhor. O nosso futuro é a consequência direta das nossas escolhas e acções. A Astrologia apenas nos mostra as consequências, na vida presente, das nossas escolhas e acções passadas. E dá-nos pistas para mudar as tendências   menos positivas que podemos enfrentar no futuro.

 Fatores que determinam a Fraqueza dos Planetas

Condição Observada
Resultado da Perda de Força
O ponto mais efectivo do seu signo Mooltrikona está em aspeto/conjunção com um planeta funcional maléfico numa orbe de 1º
75%-  tem apenas 25 % de Força
A casa onde está colocado está aflita no ponto mais efectivo por um planeta funcional maléfico numa orbe de 1º:
        a)O planeta é forte e a casa não tem signo mooltrikona;
b)      O planeta é fraco
a)      50%- perde 50% de força
b)      75%- tem apenas 25% de força.
Está em conjunção ou aspeto com um planeta funcional maléfico numa orbe de 1º
50%- perde 50% de força.
Está combusto devido à proximidade do Sol: a) o sol é um planeta funcional benéfico
b) o sol   é um planeta funcional maléfico
a) perde 50% de força (apenas durante os trânsitos)
b) 75%- tem apenas 25% de força
Está colocado numa casa maléfica a partir do Ascendente (6ª, 8ª, 12ª) exceto se for o seu signo Mooltrikona
50%- Tem  apenas 50% de força
Está debilitado
50%- Perde 50% de força
Está no estado (Avastha) de infância/velhice
Está debilitado na Navamsa
25%- Tem 75% de força
Está colocado no signo Mooltrikona de um planeta fraco
Não pode ter força superior à do planeta dispositor (regente do signo onde está colocado)
Está debilitado na Rasi e na Navamsa
75%- tem apenas 25% de força
Debilitado e colocado em casa maléfica
60%- tem apenas 40% de força

Agora que já dispõe de elementos que lhe permitem analisar a força e a fraqueza dos planetas  de forma quantitativa, sugerimos que faça um exercício prático de análise, aplicando estes critérios ao seu horóscopo. Anote os elementos que estabelecem a força e a fraqueza de cada planeta tendo em conta os parâmetros fornecidos. E pratique repetindo essa análise com outros horóscopos. Nesta altura, a prática da aplicação é um elemento essencial para adquirir facilidade na interpretação.

Fatores Determinantes da Força dos Planetas no Horóscopo

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Determinar a força e a fraqueza dos planetas é um aspeto essencial para definir os efeitos dos planetas no horóscopo e efetuar previsões rigorosas dos eventos. Um planeta tem que ter um mínimo de força para ser capaz de proteger os seus significados gerais e específicos. Já lhe demos conta dos significados gerais dos planetas em artigos anteriores. Para definir os significados específicos dos planetas, temos que ter em conta a regência das casas ocupadas por signos Mooltrikona no horóscopo e quais os aspetos que os planetas enviam e recebem de outros planetas.

Um planeta funcionalmente maléfico deverá estar sozinho e não enviar nem receber aspetos para que os seus efeitos sejam menos danosos. Nessa circunstância, se for forte, produz resultados relacionados com os seus significados, embora durante o seu período principal e durante os seus subperíodos e trânsitos dê resultados negativos. Quando o ponto mais efetivo de uma casa do horóscopo ou outro planeta recebe um aspeto de um planeta funcional maléfico na carta astrológica de nascimento ou por trânsito, produz resultados negativos relacionados com os significados do planeta e com os significados das casas que rege no horóscopo.

Por outro lado, quando um planeta fraco recebe um aspeto de um planeta funcional benéfico aumenta a sua força e é capaz de produzir pelo menos alguns resultados positivos.

 Fatores que Favorecem a Força de um Planeta

 Os planetas consideram-se fortes quando:

a) ocupam uma longitude em cada signo entre 5º e 25º ,

b) quando ocupam o seu próprio Navamsa,

c) quando recebem a influência de planetas que são funcionalmente benéficos,

d) quando ocupam o seu signo de exaltação, Mooltrikona ou o próprio signo,

e) quando estão em conjunção ou em aspeto próximo (dentro da orbe de 5º), com o ponto mais efetivo de uma casa,

f) quando estão colocados na 2ª, 3ª ou 9ª casa,

g) quando estão colocados no signo de Leão,

h) Quando, sendo regentes da 2ª casa, estão colocados no signo de Leão,

i) Quando o sol está colocado na 2ª, 3ª, 9ª casa, ganha força adicional de 25% se não afligir a casa. Para obter essa força, o Sol ou é funcional benéfico ou, sendo funcional maléfico ,não lança aspeto para o ponto mais efetivo da casa,

j) Quando são fortes no horóscopo de nascimento e nas cartas divisionais (Força Vimsopack).

Um planeta é considerado forte quando tem pelo menos 70 % de força.

Para produzir resultados significativos, um planeta tem que ter pelo menos 60% de força. A colocação de um planeta num signo é o primeiro fator para quantificar a força do planeta, considerando o grau do signo ocupado pelo planeta. Na Astrologia Jyotish esta determinação faz-se através dos estados ou «Avasthas» do planeta:

InfânciaVelhice
GrauPoder do planetaGrauPoder do planeta
0%30º0%
20%29º20%
40%28º40%
60%27º60%
80%26º80%
10%25º100%

Assim, pela tabela podemos concluir que os primeiros 5º e os últimos 5º de cada signo fazem perder força aos planetas. Metaforicamente, os textos clássicos referem-se aos primeiros 5º de um signo como o «estado de infância» de um planeta e aos últimos 5 º de um signo como o «estado de velhice» do planeta, para simbolizar o seu estado de fraqueza.

A regra geral é a de que, um planeta que não está no estado de infância nem de velhice, não está aflito nem fraco pelos motivos que indicaremos , é um planeta forte.

Seguindo a abordagem do investigador e Astrólogo védico V. K. Choudhry, podemos quantificar a força dos planetas:

Condição observadaForça do planeta
Colocação no signo de Leão+ 25 %
Sol na 2ª,3ª, 9ª sem afligir a casa+ 25%
Sol em Leão, não aflito, em casa benéfica, bom avastha, não debilitado na Navamsa, signo mooltrikona não aflito, não combusto100%
Em conjunção exata (orbe de 1º) com planeta funcional benéfico+50%  (a força adicional não existe se a orbe for entre 2º e 5º)
Em conjunção exata ou aspeto com planeta funcional benéfico fraco+12.5%
Colocação no signo de exaltação, mooltrikona, próprio signo, não aflito, não debilitado na Navamsa e bom Avastha, signo mooltrikona não aflito, não combusto, em casa benéfica100%
Influencia o ponto mais efectivo de uma casa por conjunção exataForça adicional secundária
Colocado na 2ª, 3ª ou 9ª casaForça adicional secundária
Colocado no próprio NavamsaForça adicional secundária
Forte na carta Natal e nas Vargas (vimsopack) e, adicionalmente, forte na Shadbala e AshtakavargaForça adicional secundária

No próximo artigo apresentaremos as razões que levam à perda de força pelos planetas.