O signo Peixes na 2ª Casa do Horóscopo

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Para evitar repetições, aconselhamos os leitores a lembrar os significados da 2ª casa do horóscopo, bem como uma pequena introdução ao tema desta série de artigos, o que poderão fazer aqui.

A colocação do signo de Peixes na 2ª casa – o que sucede para os nativos com Ascendente no signo de Aquário  leva estas pessoas a  terem por vezes dificuldade na gestão  das suas finanças, embora, quando Júpiter está bem colocado, consigam, apesar disso, manter um rendimento confortável, com uma generosa entrada de  dinheiro. São muitas vezes atraídas para uma carreira na área do aconselhamento ou da gestão, tanto ao nível dos recursos humanos como da área financeira; também  se dão bem no ensino, na prática jurídica, etc. Estes nativos gostam de oferecer à família todos os confortos possíveis, apreciando comida e bebidas requintadas, com as quais gostam de receber os amigos. Podem investir muito na compra e acumulação de todo o tipo de bens valiosos- terras e imóveis, joias, livros e artigos associados ao conhecimento e são também apreciadores de cultura, tendendo a acumular bens associados com livros. (Podem ter uma biblioteca com muitos volumes e ter orgulho nisso).

O signo Peixes é um signo que tem regência  de Júpiter , e este dá uma inteligência inata para lidar com questões financeiras e sorte na acumulação de riqueza sem muito esforço, desde que não esteja enfraquecido no horóscopo. Estes nativos também podem receber riqueza de outras fontes e ter sucesso em negócios imobiliários e/ou em países estrangeiros.  Quando Vénus também é forte no horóscopo, pode haver muita acumulação de riqueza  a partir de várias fontes. Também pode haver extravagância nos gastos, pois, habitualmente, estas pessoas gostam de ter acesso a todos os prazeres  sem se privarem de nada, gozando todos os prazeres materiais da vida. Há também uma tendência natural para expandir os ganhos e a riqueza acumulada, o que pode traduzir-se no empenho continuado para obter mais riqueza. Na medida em que Júpiter é um planeta com uma energia que tende a expandir-se,, estas pessoas podem ter dificuldade em poupar, sobretudo quando Vénus e Mercúrio também são fracos no horóscopo.

Os nativos com o signo Peixes na 2ª casa   podem não ser  gestores tradicionais das suas fontes de rendimento. A mutabilidade do signo  traduz-se em irrequietude e necessidade de mudança o que, por vezes, poderá impelir a alguma extravagância, no momento de investir, sem pesar bem os riscos possíveis, talvez seguindo o impulso do  prazer do risco ou da novidade, ou mesmo pelo gosto de «manter o dinheiro em movimento».  Podem no entanto usufruir de um estatuto especial como gestores , pois têm  sorte  e esta compensa muitas vezes os  juízos apressados na hora de investir, ou o simples gosto do risco que pode trazer elevada recompensa.

Júpiter, o regente de Peixes, segundo a Astrologia Jyotish, tem empatia com o juiz, o professor, o conselheiro, o banqueiro e gestor financeiro, o ministro, atraindo uma carreira relacionada com uma posição e estatuto elevados. Também pode ocupar uma elevada posição política ou administrativa ou atingir elevada reputação como professor, etc.. A sua postura é sempre de liderança, embora a natureza generosa da sua energia lhe dê um estilo moderado e gentil. Lidera pelo exemplo e pela firme sabedoria adquirida pela experiência e que é reconhecida pelos outros, que confiam inteiramente nesse juízo. Apesar de induzir o gosto por  todas as coisas boas da vida material, Júpiter impele os nativos sob a sua influência a respeitarem os princípios e valores da justiça e da generosidade em relação aos outros, pelo que não é de esperar que estas pessoas adotem posturas de ganância em relação aos ganhos e aos lucros. Se ganharem muito, desenvolverão certamente  atividades em  benefício dos que precisam e têm muito menos do que eles, dando de bom grado uma parte do que ganham. A energia calorosa de Júpiter inclina para a partilha equilibrada da riqueza e não permite que estas pessoas se tornem sovinas ou rigidamente gananciosas e egoístas. Assim, geralmente não  pensarão apenas em si mesmas, no que toca a obter ganhos, riqueza e estatuto, pensando sempre também nos outros e na necessidade de fazer chegar a todos os meios indispensáveis para terem uma vida digna. São por isso filantropos reconhecidos muitas vezes como beneméritos das classes mais desfavorecidas.

A educação nos primeiros tempos de vida revelou certamente crianças muito vivas e inteligentes, sensíveis no plano artístico e interessadas desde cedo em viver de acordo com sólidos princípios morais, embora questionando as suas bases pois, desde cedo, a tendência para a crítica e para a recusa do dogmatismo, manifesta-se viva no seu discurso e perguntas  que fazem, nem sempre fáceis de responder pelos professores. Podem ter manifestado cedo um gosto pela poesia ou pela escrita, pela atividade artística e pelo pensamento individual, pelos assuntos filosóficos ou religiosos,  situação que exige um professor à altura para lhes permitir desenvolver todas as potencialidades, sem inibir nenhum dos seus talentos por excesso de conservadorismo ou de autoridade.