Signo Sagitário na 7ª Casa do Horóscopo

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Continuamos a apresentar os efeitos da colocação dos signos na 7ª casa do horóscopo. Esta colocação é especialmente importante pois o signo que ocupa a 7ª casa é oposto do signo Ascendente e, por via disso, é-lhe complementar. Na 7ª casa exprimem-se as qualidades que, sendo relativas aos outros, são no entanto fundamentais para que a nossa identidade se complete. Tudo o que é expresso pela 7ª casa precisa, desse modo, de ser integrado na identidade de forma dinâmica e é algo com o qual cada personalidade tem que lidar ao longo da vida.

Poderá ler um pequeno resumo dos significados da 7ª casa aqui.

Para uma abordagem mais aprofundada sobre a 7ª casa leia o artigo aqui.

Quando o Signo Sagitário ocupa a 7ª casa do horóscopo – o que acontece para o Ascendente Gémeos– os nativos sentem-se atraídos por parceiros- de vida e de negócios-  joviais, com bom caráter, amigáveis mas nem sempre muito adeptos de longos compromissos. São pessoas honestas, amantes da verdade e da justiça mas também «espíritos livres» que adoram a aventura, não gostando de uma vida rotineira ou monótona. Adoram viajar e não  ter que se preocupar com as pequenas coisas do dia-a-dia. Assim, podem ter ausência de espírito prático ou interesse pela organização imediata do que se passa no seu ambiente. São excelentes conversadores, inteligentes e cheios de uma sabedoria que lhes é inerente  e estão sempre ansiosos para passar esse saber a todos aqueles com quem interagem. Assim, é mais fácil ouvi-los do que esperar que eles queiram ouvir aquilo que você pensa ou tem a dizer (a convicção de que são eles que têm a «fonte» da sabedoria é demasiado forte…). Quando Júpiter está mal colocado ou recebe maus aspetos, podem ser dogmáticos e arrogantes. Mas, quando Júpiter se exprime de forma natural, o seu otimismo e tendência para ver o lado bom de todas as coisas chega a ser irritante para os que têm uma perceção mais «terra  a terra» do que se passa à sua volta. Podem ser diplomatas, advogados, estudiosos de diversas línguas e culturas, professores, atletas, exploradores, etc.. A vida junto deles  nunca é monótona, escolhem algo diferente para fazer em cada dia (quando podem). Podem também ser preguiçosos e dados à boa vida, cometendo excessos de comida e bebida. São em geral bem-sucedidos.

Casar com um nativo de Sagitário pode ser simultaneamente uma bênção e um desafio pois, se é verdade que são parceiros que manifestam sempre consideração pelo outro, excelente sentido de humor, jovialidade, capacidade de levar as coisas a bom termo, são também demasiado francos e sem tato chocando frequentemente os que lhes são próximos e se ressentem por tal rudeza que não respeita os seus sentimentos. Podem dar a aparência de não se comprometerem nunca muito, mesmo que formalizem os laços de união, nunca abdicando da sua liberdade e focando-se muitas vezes em objetivos que, para os outros, são demasiado sonhadores e pouco práticos. Gostam de discutir sobre teorias e ideias acerca do fundamento filosófico da realidade, mais do que sobre problemas práticos cuja resolução abarca situações do dia -a –dia e dificilmente criam raízes onde quer que vivam ou trabalham.  Podem preferir dar um passeio na Natureza ou observar  o comportamento de alguns animais ou ainda passar tempo com os grupos de amigos, de desporto, etc., do que com a família mais próxima. E não sentem qualquer remorso por isso. São companheiros leais e o casamento com eles pode ser duradouramente feliz se as suas necessidades forem respeitadas. São porém do tipo de se apaixonarem por uma ideia de relação ou pelo amor em si mais do que pela pessoa concreta que se encontra a seu lado embora a amizade com ela possa ser um alicerce forte da relação. Uma parte do seu sentir e pensar está sempre para lá da situação concreta que estão a viver.

Quando o signo Sagitário está colocado na 7ª casa, os nativos de Gémeos precisam de usar toda a sua inteligência e capacidade discursiva  para manter o ambiente harmonioso da relação. Mas correm o risco de o parceiro achar que a sua abordagem das coisas é superficial e baseada em pormenores mais do que na totalidade do que há para entender. Mas o temperamento lógico do Ascendente Gémeos acha um bom desafio uma conversa filosófica com o parceiro de Sagitário se bem que, em última análise, não entenda bem porquê aprofundar tanto ou complicar aquilo que pode ser tornado simples. Mas tanto um como o outro adoram conhecer novas pessoas , línguas e culturas e gostam de «esmiuçar» o que cada uma tem a revelar sobre a realidade humana. Os parceiros representados por Sagitário, por outro lado, admiram a inteligência de Gémeos, a sua capacidade de descer até ao mais ínfimo pormenor mas lamentam que não seja capaz de desenvolver uma visão de síntese de tudo isso, confundindo muitas vezes a árvore com a floresta. Outra coisa que partilham é o amor pelo movimento e pelas viagens. Esta espécie de «síndrome do movimento» atinge-os tanto na curiosidade de conhecer coisas novas, passando de uma informação para outra quase á velocidade da luz, como no gosto de viajar constantemente e gostar de confraternizar com pessoas de origem cultural diferente ou estrangeira.

Mas a 7ª casa representa mais do que o parceiro conjugal. E, quando Sagitário ocupa esta casa, os nativos de Gémeos podem não ter muito apoio prático para concretizar as suas ideias e projetos, razão pela qual se deem talvez melhor em negócios baseados na prestação de serviços aos outros, de natureza cultural, jornalística, como guias turísticos, organizadores de eventos, etc..O sentido aventureiro de Sagitário pode proporcional excelentes resultados na inovação e conceção de negócios que são fonte de satisfação para estes nativos e também de sucesso financeiro.

No caso presente da complementaridade Gémeos /Sagitário, o nativo de Gémeos talvez traga do passado experiências em que se deixou levar pelo excesso de credulidade, otimismo ou fé, tendo descurado a faculdade racional de efetuar juízos sensatos com base nos resultados da experiência. Talvez tenha assumido que o poder racional de nada vale e que não pode mudar nada nas causas  que determinam a vida humana.  Porventura o excesso de fé não filtrada pela reflexão pode ter produzido fanatismo ou uma visão estreita sobre a vida ou talvez se tenha deixado levar pela fé religiosa até que esta tomou conta irracional dos seus gestos e decisões e isso foi causa de um desequilíbrio na perceção e compreensão da realidade. Agora, usa a racionalidade como forma de catalogar, discriminar, separar cada coisa, atribuindo-lhe um determinado rótulo. Mas precisa de recuperar a visão global sobre as coisas e a perceção de que a intuição e a fé podem ser também fontes de sabedoria e esta lição é-lhe dada pelos parceiros da sua vida.