Signo Escorpião na 9ª Casa do Horóscopo

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A 9ª casa é uma casa trikona   que está relacionada com a sorte e a fortuna, com o pai os valores mais elevados, os estudos superiores, etc. Para ler um breve resumo dos significados da 9ª casa,  veja o artigo aqui.

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Quando o signo Escorpião  está colocado na 9ª casa- o que acontece para o Ascendente Peixes – os nativos apreciam filosofias e ideias ligadas ao esoterismo, sabedoria secreta, ideias que têm por base a exploração profunda das emoções e do erotismo. Encaram a sexualidade como uma via de acesso ao sagrado e ao conhecimento profundo de si mesmos.

Com o signo Escorpião na 9ª casa os nativos sentem atração pela cultura e a religião de outros povos, especialmente aquelas que têm raízes na sabedoria arcana secreta e podem aspirar a alcançar projeção mundial através da escrita sobre esses temas ou através do acesso a sociedades de conhecimento secreto em que procuram atingir posições de relevo e de controlo. Podem também dedicar-se á atividade editorial de divulgação restrita dos conhecimentos secretos. Também podem fundar ou aderir a associações secretas que partilham conhecimento esotérico e manter segredo das suas crenças religiosas e/ou ocultistas. Em alternativa, podem identificar-se com uma visão metafísica do sexo e do erotismo e obter projeção com as suas ideias acerca do conhecimento realizado pela exploração das emoções e da sexualidade e construir uma visão terapêutica do erotismo e da sexualidade, como cura emocional profunda.

Assim, no plano filosófico, não é de espantar que estas pessoas sejam atraídas por todas as filosofias práticas centradas na transformação do ser humano, no desenvolvimento de capacidades que estão apenas latentes e que podem prefigurar o domínio ou o poder sobre alguma dimensão de si próprias e/ou dos outros. Poderão ser adeptas de certas doutrinas que usam a meditação ou exercícios de ativação dos chakras  para se auto transformarem pois o saber , para estas pessoas, só tem sentido se permitir a transformação da identidade pessoal. Também podem apreciar as teorias psicológicas comportamentais que condicionam e mudam as respostas ou comportamentos do indivíduo perante certo tipo de estímulos. Basicamente, para estas pessoas não se trata tanto de «compreender» ao nível da razão, como de transformar o ser que são e permitir-se elevar-se a uma condição que terá que ser superior á do ponto de partida. Daí que só um saber prático que altere ativamente as capacidades do sujeito, lhes interessa. Não querem uma coleção de ideias teóricas acerca do homem, querem aprender a agir sobre ele para se tornarem «divinos».

É sabido que o signo Peixes, colocado no Ascendente destes nativos impele para a transcendência, para se elevar do visível ao invisível e uma forma de conseguir isso é começar por se mudarem a si mesmos. Estas pessoas têm a forte convicção de que a essência do ser humano é divina e estão dispostas a fazer o que é preciso para renascerem nessa forma superior, mesmo que precisem de passar por experiências traumáticas para o conseguirem. E isto pode incluir alguns sacrifícios pessoais.

Assim, os nativos com Ascendente Peixes não estão interessados em conhecer a filosofia mundana, que atua sobre  o homem externo e a sociedade em que este vive. Pretendem, ao contrário, desenvolver o «homem invisível», espiritual e poderoso, divino e situado para além do plano mortal. O desejo de «vencer a morte», expondo-se se for necessário a ela, para testarem a sua imortalidade, pode ser forte para estas pessoas. Mas, em geral, podem focar-se simplesmente na aprendizagem de ensinamentos secretos que fazem deles discípulos de uma ligação ao sagrado que não é  partilhada a não ser entre os «irmãos» que funcionam em circuito secreto em relação ao mundo exterior. E quando esta ligação não existe, talvez o mundo do imaginário e dos sonhos no qual percecionam uma forma especial de acesso ao sagrado  no interior da sua própria religião secular, possa tornar-se um substituto à altura, na medida em que a intuição destas pessoas é fortemente psíquica e capaz de aceder diretamente a muitas verdades espirituais sem que precisem de nenhum intermediário externo para as alcançar.

Com o signo Escorpião  na 9ª casa estes nativos podem viajar por motivos de descoberta interior , exploração de espaços sagrados e a interação com pessoas que detêm saberes espirituais profundos. Conhecer a cultura e a manifestação do sagrado em cada cultura é uma razão suficientemente motivadora para viajar para espaços longínquos embora, ao mesmo tempo, estas pessoas possam sentir-se muito isoladas quando isso acontece. Mas tal experiência de se encontrarem «sós» pode ser, simultaneamente, um fator catalisador da sua transformação pessoal.

O signo Escorpião na 9ª casa indica  um pai  com quem existem em geral conflitos e dificuldades de comunicação. O pai pode ter manifestado sentimentos e ideias contraditórias em relação ao nativo e ao conceito de «verdade». O nativo pode deste modo ter adquirido atitudes de ressentimento, explícitas ou subconscientes e tem dificuldade em aceitar a autoridade em matérias de orientação espiritual e moral. Pode também ter receio de enfrentar os aspetos emocionais recalcados  e preferir por ex., seguir um caminho diferente daquele que o pai representa como guia e orientador do desenvolvimento pessoal: em vez da religião tradicional e das crenças do pai, pode aceitar um modelo diferente de orientação, embora, depois de este estar aceite, o nativo tenha grande dificuldade em aceitar críticas e ele próprio não põe em questão aquilo em que acredita. Os nativos com o signo Escorpião na 9ª casa tendem, na verdade, a assumir como verdades definitivas as crenças em que acreditam. Por isso procuram em geral um saber reconhecido como «intemporal».

A visão do mundo destes nativos é essencialmente metafísica e orientada para a procura dos fundamentos escondidos da realidade. Procuram o invisível, mais do que o visível e acreditam na identidade como um processo que está em transformação até o nativo atingir a  perfeição, ou seja, acreditam na mudança como um meio necessário para alcançar um fim que é visto como imutável, divino e absoluto e no qual o homem tem o lugar central,  como um ser que se eleva até ao divino. Mas , chegando a esse ponto, a transformação cessa e fica apenas, na sua ótica, a perfeição que produz a felicidade. (paraíso).

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