Glossário Astrológico – Signos Femininos

Os signos do Zodíaco estão divididos, como temos mostrado em outros artigos, em diversas categorias. Uma delas é a que os divide em signos femininos e signos masculinos.  Hoje falaremos dos signos femininos. Estes são: Touro, Caranguejo, Virgem, Escorpião, Capricórnio e Peixes.

Todos nós temos uma combinação de energias masculinas e femininas, independentemente de sermos homens ou mulheres ou de nos identificarmos ou não com o género tradicionalmente atribuído. Astrologicamente, podemos exprimir mais as energias femininas do que as masculinas, ou vice-versa, devido às configurações específicas do mapa natal.

A energia feminina é considerada passiva ou recetiva, propensa à interiorização dirigida para os aspetos  psíquicos; ganha força na autocontenção dos próprios recursos  e reservas internos; a energia masculina é considerada ativa e dirigida para a exteriorização no mundo; ganha força e energia no direcionamento para o mundo externo. Isso não significa que a energia feminina não seja atuante, mas antes que  atua circularmente, no interior do próprio indivíduo, possuindo um caráter magnético de resposta a estímulos, enquanto a energia masculina é de afirmação, exteriorizando-se e indo atrás do que deseja ou pretende para o alcançar ou conquistar.  Em vez de perseguir o que pretendem, estes signos atraem para si o que desejam, seguram ou sustêm, absorvem e puxam para dentro de si, observando depois o resultado disso.

Cada um pode ter uma ideia de qual a prevalência energética no seu horóscopo, fazendo um teste simples: verificar em que signos estão colocados o Sol, a Lua e o Ascendente e formar uma divisão entre signos femininos e signos masculinos (os masculinos são os outros seis não nomeados neste artigo). Atribuir a estes três fatores da personalidade básica 2 pontos a cada um e 1 ponto aos restantes planetas. No final, somar os pontos obtidos para cada um dos tipos de signos. Poderá constatar ou que as suas energias são predominantemente masculinas (seja homem ou mulher) ou predominantemente femininas ou, em outros casos, que ambas as energias- femininas e masculinas- estão bem equilibradas no horóscopo e, desse modo, também na sua personalidade.

Por razões culturais, os homens têm mais dificuldade em exprimir a energia feminina, sobretudo os das gerações anteriores, pois foram ensinados a suprimir essa faceta do seu modo de ser, o que pode causar stress e sofrimento a nível psicológico e afetar a saúde e as atitudes gerais do indivíduo. Para as mulheres também foi difícil, em décadas passadas, exprimir de forma predominante a energia masculina, devido ao facto de a «feminilidade», na cultura ocidental, estar associada a obediência, modéstia na expressão, submissão ao poder masculino em geral. Para ambos os sexos- ou para os que não se preocupam  com a identificação por género- hoje as coisas são mais fáceis e, o facto de um homem revelar sensibilidade e até alguma vulnerabilidade emocional ou uma mulher se mostrar bastante competitiva e preocupada em alcançar o sucesso numa carreira ou profissão ou em outra área, começa a ser visto com naturalidade (não obstante ainda existirem muitas discriminações entre homens e mulheres, sobretudo no mercado de trabalho).

Porém, quando se fala da distinção energética «feminina» ou «masculina» em relação aos signos, não estamos a falar da divisão social que as culturas desenvolveram desde sempre, entre homens e mulheres. Estamos a falar da diferença entre dois tipos de energia, que têm caráter cósmico e se complementam, não estando sujeitas a juízos de valor. Na tradição asiática, fala-se desta polaridade energética em termos de energia «Yin» e «energia yang»; ambas são necessárias e complementares, tendo cada uma os seus atributos, considerados essenciais e estando presentes em todo o Cosmos. Podemos constatar esta polaridade entre o masculino e o feminino na expressão de todas as formas energéticas, incluindo a eletricidade, o funcionamento da polaridade do sistema nervoso (que também é elétrico) etc. Não se trata, deste modo, de nenhuma distinção ideológica, trata-se de compreender as próprias leis cósmicas da manifestação de qualquer processo energético.

E, tal como sucede numa corrente elétrica polarizada, em que, a um momento de transmissão do impulso elétrico- ou de afirmação ou ação- sucede um período de latência ou de quiescência, que  revela o ritmo cósmico de exteriorização/interiorização. Assim, todos os signos femininos precisam de períodos em que se dá uma interrupção do fluxo externo das suas energias  para constituírem uma reserva interior dessa mesma energia, uma contenção da mesma no seu interior. É claro que este processo não pode durar permanentemente, sendo necessário manter o ritmo alternado entre a introversão e a extroversão. Mas são os signos femininos que ajudam a conservar os resultados da exteriorização energética no mundo, absorvendo-os e usando-os para a própria autotransformação e/ou para a conservação de um conjunto de recursos que nos permitem subsistir no mundo externo, sendo certo que, deste modo, não é possível considerar esta ou qualquer outra polaridade energética em termos de «superior/inferior» pois tal não faz sentido, cada uma  assegura que os processos gerais da vida se mantêm e transformam, quando isso é necessário.

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