Harmónica (Astrologia)

Astrologia Harmónica

A Astrologia Harmónica é um sistema de análise astrológica que foi desenvolvido na época contemporânea nos anos 60 e 70 do séc. XX por John Addey . Esta abordagem recupera os conceitos expressos pela Astrologia Helenística em relação aos aspetos entre os planetas, tendo igualmente analogia com a Cosmologia Pitagórica pois encara as relações dentro do Zodíaco como relações vibratórias de som e ressonância associadas a diversos «tons» que podem ser representados por números.

Tomando por referência o Zodíaco de 360º, que é representado pelo número 1, o Círculo Zodiacal pode oscilar numa frequência mais elevada ou mais baixa conforme a sua divisão e partes, correspondentes á posição dentro desse círculo, dos vários planetas. Esta abordagem tenta perceber quais os planetas que funcionam melhor em cada uma das «harmónicas»: por ex., a divisão do  Zodíaco por 4 produz uma relação de 90º entre os planetas, por 3 produz uma relação de 120º graus, etc.

Nesta abordagem são depois criadas «cartas harmónicas» nas quais a interpretação dos aspetos ente os planetas é influenciada pelo «número» referente à Harmónica de que fazem parte. Assim, esta é uma abordagem dos aspetos dos planetas que vai muito mais longe do que as abordagens tradicionais, sendo bastante complexa pois requer a compreensão do simbolismo dos números.

Com base nestes fatores, esta abordagem considera que há aspetos favoráveis, desfavoráveis e ambivalentes. Utiliza essencialmente o simbolismo dos números , em especial o 1, 2, 3 e 4. Quando o círculo Zodiacal é divido por 1, temos o aspeto de conjunção; quando é dividido por 2, temos a oposição (180º), visto pela Astrologia Jyotish como o aspeto principal dos planetas entre si, pois é aquele em que ocorre a situação de ambos «olharem» para o outro, influenciando-se mutuamente. Porém, é um aspeto considerado de tensão na Astrologia Ocidental; quando o círculo Zodiacal é dividido por 3, produz o aspeto trino (120º) que, nas Astrologia Jyotish só é considerado um aspeto maior para o planeta Saturno; a divisão por 4 produz o aspeto de quadratura (90º) que é visto como um aspeto de grande dinamismo e tensão, com a particularidade de forçar a mudança através da crise, na Astrologia Ocidental mas que, na Astrologia Jyotish, só é considerado um aspeto maior para o planeta Marte.

Resumidamente,  a abordagem harmónica considera que a divisão do Zodíaco por 1 , que produz a conjunção, é um aspeto de união e integridade (no sentido de tornar as partes num todo), simbolizando o estado essencial original do ser; a divisão por dois representa a polaridade que tanto pode ser entre macho e fêmea como entre yin e yang, superior e inferior,etc., e é por causa do seu dualismo inerente um aspeto dinâmico de tensão; a divisão por 3 , que gera o trino, simboliza o processo criativo que consegue voltar a unir o que «foi dividido em 2), recriando a unidade que contém em si mesma as diferenças , criativamente integradas na qual se compreende que a oposição entre os seres nunca é permanente nem total, há ao mesmo tempo separação e união e estas podem, por isso, complementar-se; o número 4 é correspondente a um estado concretizado de manifestação, mas de caráter difícil pois trata-se de duas oposições, cada uma obstruindo a outra e gerando grande tensão que dificulta o desenvolvimento, pelo que exige um esforço adicional para ser superada.

A abordagem harmónica considera ainda aspetos menores entre os planetas, resultantes da divisão do círculo Zodiacal pelos restantes números até 10: 5, 6, 7, 8, 9 10). Mas a atenção mais forte é colocada  nos aspetos maiores. Pode, no entanto, ser útil o uso dos cálculos para os aspetos menores, como auxiliar simbólico da interpretação do horóscopo, procurando-se e encontrando-se similaridades. Porém, o uso desta técnica exige domínio na compreensão simbólica dos números, para se poderem extrair conclusões realmente significativas sobre este assunto.

Associada a esta Astrologia Harmónica mas não totalmente coincidente com ela existe também  a teoria harmónica dos Aspetos.

Esta abordagem «Harmónica» do horóscopo tem a vantagem de permitir olhar para a totalidade do horóscopo usando a matemática para «ver» vários padrões de relacionamento entre os planetas que passam despercebidos nas abordagens tradicionais. Para efetuar esta abordagem, convém usar o computador (software especializado) ou pelo menos uma calculadora pois, nesta abordagem, o horóscopo aparece marcado com cada um dos 360º do zodíaco. Assim torna-se fácil ver qual o número correspondente à posição de cada planeta e elemento. Note que o nº 1 deve ser colocado no 1º grau do signo Carneiro seja qual for a posição deste no mapa e não no Ascendente. Considera-se o  grau, o minuto e os segundos de cada posição. Depois é necessário escolher a harmónica desejada, entre 1 e qualquer divisão inteira de 360. Depois de escolhida a harmónica, é preciso multiplicar todas as posições planetárias pelo número da harmónica. Por ex., se escolheu a harmónica 20, multiplica as posições dos planetas por 20. E, como em geral se obtém um número bastante superior a 360, é preciso ir subtraindo do total encontrado 360 até que o resultado seja inferior a este número uma vez que o Zodíaco só tem 360 º.

Entretanto, há algumas harmónicas que são consideradas mais importantes e podem ser conhecidas através de publicações como a de David Hamblin, Harmonic charts onde são apresentadas várias  harmónicas e o seu significado.

Uma regra fundamental a seguir é nunca comparar aspetos de uma harmónica com aspetos de outra harmónica.  Nesta abordagem os signos e as casas ficam em suspenso, considerando-se apenas a relação por aspeto entre os planetas em cada harmónica.

Consideramos que  esta abordagem, não substituindo a normal análise astrológica, pode ser um excelente meio suplementar de interpretação do horóscopo.

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