Glossário Astrológico- Nodos Lunares

Glossário nodos Lunares

Os nodos lunares, de que falamos neste artigo, não são corpos celestes pois não têm massa. São dois pontos matemáticos calculados a partir do trânsito da Lua quando esta cruza a eclíptica nas latitudes Norte e Sul.  O nodo norte (Rahu) também designado por «nodo ascendente» é quele em que a Lua se movimenta em direção à eclíptica no Hemisfério Norte; o nodo sul, (Ketu) também designado por nodo descendente» é aquele em que a Lua se movimenta em direção à eclíptica no Hemisfério Sul. Na fase da Lua Cheia pode ocorrer um eclipse lunar  se a Lua estiver numa longitude de cerca de 11º em relação aos nodos; por sua vez, um eclipse solar pode ocorrer quando , estando a Lua na fase de Lua Nova, está a uma distância de cerca de cerca de 17º de longitude em relação a qualquer dos nodos.

O movimento dos nodos faz-se em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio (retrógrado) levando 18 anos e meio para se completar. No seu movimento retrógrado, os nodos levam cerca de 18 dias para atravessar um grau do Zodíaco. Há, no entanto, que fazer a distinção entre os «verdadeiros nodos» e os «nodos médios». As Efemérides de qualidade apresentam tanto o movimento real dos nodos- que muda frequentemente de direção, embora nunca se afaste muitos segundos da posição anterior, ficando também estacionário- e os «nodos médios» que as efemérides mostram como sendo sempre retrógrados pois apresentam o movimento médio (e não o real) dos nodos num período de um mês. Porém, apesar de muitos considerarem desnecessário mostrar as mudanças no movimento real dos nodos, por a deslocação ser muito pequena, há investigadores que referem e bem, em nosso entender, que a posição estacionária ou temporariamente em movimento não retrógrado dos nodos tem um significado extremamente importante e não deve ser ignorado. Assim, quando consultar as efemérides para saber em que posição num certo dia de um mês e ano se encontram os nodos, lembre-se de olhar para o «true node» ou nodo verdadeiro e não para o «mean node» ou nodo médio pois este é simplesmente  a posição média do nodo  num dado mês. Note ainda que as efemérides em geral dão apenas a posição de Rahu ou nodo norte, sendo que terá que inferir a posição do nodo sul ou Ketu no signo oposto no grau exato em que se encontra Rahu.

Os nodos e os seus significados são bem conhecidos, tanto na tradição ocidental como na tradição hindu, sendo conhecidos como «Cabeça do dragão» (Rahu) e «Cauda do dragão» (Ketu) na tradição ocidental. Segundo observações científicas, o movimento retrógrado dos nodos lunares tem alguns efeitos sobre as marés na Terra.

Os nodos opõem-se a si mesmos de forma exata, estando no mesmo grau, minutos e segundos de signos opostos.

Tradicionalmente, a posição dos nodos era muito útil para determinar quando ocorreriam eclipses lunares e solares.  Em termos astrológicos, a tradição tem referido que os nodos guardam a informação acerca dos aspetos kármicos do destino individual, revelando tanto os aspetos em que a pessoa terá sorte como aqueles em que experimentará problemas e desafios.  É também ponto assente entre os astrólogos que a posição por signo dos nodos é menos importante do que a posição por casa do horóscopo. As casas do horóscopo onde se encontram os nodos revelam as áreas de vida nas quais teremos de aprender certas lições. Um dos primeiros aspetos a considerar é que os nodos mostram um eixo no qual as energias estão fora de equilíbrio, sendo necessário agir para conseguir alcançar esse equilíbrio.

Escrevemos em outros artigos, sobre o significado tanto do nodo norte como do nodo sul.  Lembramos aqui, para não nos repetirmos, a posição do grande astrólogo que foi Dane Rudhyar sobre o significado dos nodos.  Ele usa uma metáfora para nos fazer entender este «eixo do destino» que são os nodos norte e sul:  o nodo norte é como a boca de um animal, recebendo nutrientes para  continuar a manter os processos da vida; o nodo sul é como o orifício de evacuação, de libertação  dos desperdícios que já não servem a vitalidade e a nutrição do ser. Representa por isso o ponto de excreção de tudo o que perdeu a sua função útil na nossa vida e, por esta ordem de razões, o nodo sul representa processos automáticos nos quais não precisamos de fazer esforço e que, a menos que haja alguma perturbação psicológica ou biológica  num dado ser, se desprende naturalmente de nós. Isto não significa que o que é libertado pelo nodo sul seja totalmente inútil pois, no ciclo da vida, nada se perde nem desperdiça e o que é libertado pode bem ser uma «semente» ou pode contribuir para a fecundação de outras sementes, recomeçando um novo ciclo de vida. Porém, as qualidades representadas pelo nodo sul não permitem nenhuma transformação pessoal, nenhum progresso ou desenvolvimento.  No entanto, segundo Rudhyar, o nodo sul representa um tipo de ligação kármica que pode limitar o indivíduo, no sentido em que este pode ter que viver certos eventos «em sacrifício» pelos outros. Assim, embora a pessoa não sinta qualquer estímulo na realização das qualidades e eventos relacionados com a casa onde se encontra o nodo sul, pode, mesmo assim, ter que desempenhar  papéis que estão com ele ligados, em prol do benefício de outros.

No nodo norte, por sua vez, há consciência e ação deliberada. O indivíduo constrói-se a si mesmo através do esforço para atingir objetivos dos quais tem consciência e que deseja atingir. Ao contrário do que representa o nodo sul, o nodo norte exprime as escolhas livres do indivíduo e as suas opções e estas tanto podem ser boas escolhas como aumentar a «conta kármica » individual. O nodo norte representa o desconhecido que é enfrentado a partir do grau de consciência e de desejo de cada um. Não há verdadeiramente certezas sobre os resultados que se irão obter e, quando o indivíduo escolhe contra as leis cósmicas, isso terá de ser compensado pois os efeitos de cada ação regressam à causa que os produziu e, se um desequilíbrio foi formado, o indivíduo será responsável por restabelecê-lo de novo, seja através da ação consciente e da sua escolha, seja através de processos automáticos representados pelo nodo sul.

Deste modo, os nodos são complementares entre si e o seu movimento retrógrado- oposto ao movimento para o qual se dirige a força da vida (sentido dos ponteiros do relógio) indica a necessidade de, antes de um movimento «para a frente» precisarmos de um movimento para trás, pelo qual nos distanciamos para repensar o que foi vivido e podermos, desse modo, avaliar o que deveremos corrigir. A cada 18, 6 anos ou 19 anos, quando uma revolução completa é feita pelo movimento dos nodos à volta do Zodíaco, temos a oportunidade de iniciar um novo ciclo de consciência e libertação em relação aos processos que vêm do passado e que podem ser libertados. A Lua representa a mente e , deste modo, o ciclo dos nodos lunares pelo Zodíaco representa também, simbolicamente, a conquista potencial de níveis de consciência mais elevados e em harmonia com as leis cósmicas.

Digiprove sealCopyright secured by Digiprove © 2018

Deixe um comentário, a sua opinião conta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.