A Carta Divisional D-27 Saptavimshamsha

anjo em oração

A carta divisional D- 27 é, como o nome indica, resultado da divisão de um signo em 27 porções.  Esta divisional também é por vezes designada por Nakshatramasha.  Como parte dos rituais sagrados que atribuem a regência de divindades a cada uma das porções, nesta divisional as divindades são as mesmas atribuídas aos 27 Nakshatras.

Para os signos ímpares ou masculinos, a contagem começa com Dastra, um dos kumares Ashwini e termina em Pushya e a ordem inverte-se para os signos pares ou femininos.  A contagem começa num signo cardinal iniciando-se com o signo Carneiro.

Quanto ao significado desta carta divisional, este  tem um contexto mais relacionado com o sagrado e com o plano metafísico do indivíduo, razão pela qual não é uma das cartas  divisionais usadas com frequência. Ela dá informação sobre os frutos das práticas rituais e a expressão do corpo etérico ou «duplo astral».

A relação entre esta divisional e os Nakshatras estabelece-se exatamente no facto de estes  tomarem como ponto de referência este «corpo» não visível a olho nu mas que, segundo dizem, é uma «cópia» do corpo físico , obviamente sem  os elementos orgânicos deste. Corresponde, segundo alguns, ao «corpo emocional» que guarda as memórias akhásicas que se mantêm depois da morte física e são guardadas, condicionando  a existência seguinte, quando o indivíduo regressar a um novo corpo físico, pressupondo-se deste modo a reencarnação.

Deste modo, a carta divisional D- 27 mostra os padrões que se repetem, sejam estes crenças ou pensamentos, que geram consequências e se manifestam no plano causal. Segundo a abordagem espiritual, o pensamento e as emoções são energia e a mente humana é uma força criadora que «molda» no «plano astral» imagens que, quando imbuídas de suficiente energia emocional, adquirem alguma autonomia e tendem a manifestar-se de uma forma ou de outra, gerando por isso consequências.

Quando estas afetam negativamente o todo da vida, o indivíduo que as produziu terá de voltar a qualificar positivamente essa forma de energia, situação que é popularmente designada de «karma».  Basicamente trata-se de fazer regressar ao indivíduo a energia que este criou e enviou para  o universo: se esta tiver sido positiva, voltará multiplicada em efeitos positivos para a fonte que a criou; em caso contrário, voltará sob a forma de circunstâncias difíceis, que obrigarão a ações que voltem a qualificar positivamente a energia mal utilizada.

Quanto à interpretação da divisional D- 27 em geral é apenas analisado o planeta Marte nesta varga, sendo considerados pouco importantes todos os restantes. As qualidades de Marte nesta varga podem dar informação  sobre que tipo de  resultados se poderão esperar  das práticas rituais. O enquadramento é, deste modo, religioso ou espiritual.  Marte, note-se, é «filho da Terra» e representa a força vital e física da existência, representa a natureza na sua forma violenta, lutando pelos recursos e pela sobrevivência.

Marte implica também a necessidade de acordar a consciência para a necessidade de assumir a responsabilidade pela própria vida, ultrapassando a imagem da vítima,  mas também da culpa e do medo que criam a perceção dualista de imagens que não correspondem à identidade mais profunda do ser.

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