Glossário Astrológico- Navaratna

 

 Esmeralda

O conceito de «navaratna» de que falamos hoje não é exclusivo da astrologia, embora tenha associação com esta. Significa «nove gemas» (pedras preciosas) e o seu significado é muito mais abrangente, sendo um conceito culturalmente significativo também do ponto de vista religioso, no hinduísmo ou budismo, entre outros.

Apesar de ninguém parecer conseguir provar exatamente qual a origem da crença de que há 9 gemas ou pedras preciosas consideradas sagradas e, por essa razão, também associadas à realeza, por toda a Ásia, independentemente das diferenças religiosas e culturais,  esta é uma crença bem enraizada. .

O astrólogo Horacharn, na sua obra  Parichad -Jataka  atribuiu cada uma das gemas sagradas a um dado planeta, mencionando que as gemas assim consideradas não devem apresentar falhas nem imperfeições: o Rubi foi atribuído ao Sol, a Pérola natural à Lua, o coral vermelho a Marte; a esmeralda a Mercúrio; a safira amarela a Júpiter; o diamante a Vénus; a safira azul a Saturno; a hessonite ou Gomedh a Rahu e o «olho de gato»  ou Lehsunia a Ketu.

Outras obras clássicas da Astrologia Jyotish referem esta relação entre a energia destas pedras e os planetas: Brihat Jataka , Parijat Jataka.

Esta conceção deu lugar a que se tenham feito conjuntos destas pedras, sob a forma de colar, por ex., ou peitoral sagrado usado nos rituais.

Nestes arranjos, o Sol ocupa sempre o lugar central e, seguindo a ordem do movimento do relógio, o diamante aparece no topo, seguido da pérola, do coral vermelho,  da hessonite, a safira azul ,o  olho de gato,a safira amarela e, finalmente, a esmeralda.

Esta é a mesma ordem seguida na Nava-graha-yantra. Segundo a tradição, no centro apenas pode estar colocado o rubi ou, em sua substituição, a Espinela vermelha.  Este arranjo pretende representar o sistema solar em que o Sol ocupa o centro. Este conjunto de joias é, não apenas um arranjo gemológico, mas  também é visto como um talismã.

No âmbito da Astrologia praticada na Índia, tradicionalmente considera-se que, para aumentar a influência dos planetas benéficos e reduzir o impacto da energia dos planetas maléficos no horóscopo, o uso de certas gemas , uma ou duas combinadas, em geral, pode equilibrar a dinâmica das energias planetárias no horóscopo.

Porém, as «navataras», segundo as mesmas fontes,  não devem ser usadas indiscriminadamente , devendo consultar-se uma pessoa que, não só seja versada nos conhecimentos da astrologia tradicional mas também conheça esta verdadeira arte que é a de perceber qual a  gema ou combinação de gemas que é mais favorável para uma dada pessoa.

A tradição da Índia reconhece também que, não apenas o uso de certas gemas associadas aos planetas pode ser benéfica para quem as usa, como também os metais podem ter um efeito semelhante. Com efeito, as radiações magnéticas subtis que estes emitem podem ajudar a equilibrar e a contrariar outras energias negativas que nos rodeiam no ambiente.

Segundo alguns, no entanto, é necessário que, para que as gemas e os metais produzam os efeitos esperados, tenham o máximo grau de pureza e também um certo peso mínimo determinado.

Quanto ao uso das gemas tendo em conta a sua associação astrológica, pensamos que não é uma ideia muito boa usar todas as gemas dos 9 planetas, o que poderia ter efeitos mais negativos do que positivos,  amplificando os desequilíbrios das energias presentes no mapa de nascimento. Pelo facto de nem sempre a energia de duas pedras ser totalmente compatível com a de outra, o mais aconselhável é usar uma de cada vez e ver como se sente.

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