Glossário Astrológico- Regiomontanus e o Sistema de Casas

planisfério com os meridianos

Falamos neste glossário dos sistema de casas usado por Regiomontanus, pseudónimo do astrónomo Joannes Muller do século 15. Porém, apesar de este sistema ter o nome deste, terá sido criado por um astrólogo   de origem hebraica, Ibn Esra,  do século 11.

No sistema de casas de Regiomontanus  a esfera celeste é dividida em 12 segmentos iguais.  São depois traçados grandes círculos que ligam o ponto norte  do horizonte ao ponto sul  do horizonte, atravessando esses segmentos.

Ao formarem uma interseção com a eclítica (Zodíaco) são então encontradas as cúspides das casas do horóscopo.  Os segmentos assim formados têm tamanhos diferentes.

Trata-se de um sistema baseado no espaço. E segue de perto os princípios dos meridianos, formados  pelo movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo. Nesse movimento a Terra forma um círculo que é chamado de Equador e este é dividido em 12 secções.

Ao mesmo tempo, do polo norte ao polo sul da Terra, formam-se os meridianos, grandes linhas circulares que formam interseção com a linha do Equador ( eclítica)  num ângulo de 90 º.

Nesta dinâmica de interseção entre o Equador e os meridianos, através da rotação da Terra, os planetas parecem mover-se para Este e Oeste ao longo do dia.

O sistema de Regiomontanus tem pontos em comum com o sistema de meridianos de casas.  Mas com a diferença de que, em vez de projetar o   Equador através do  seu polo, o que faz com que o meridiano   divirja em relação ao horizonte, causando um afastamento entre  o Ascendente (horizonte) e a 1ª casa,  o Equador é projetado num ponto do horizonte.

Campanus usa este sistema e o mesmo faz Regiomontanus, que projeta o Equador num ponto do horizonte tendo em conta o movimento da Terra em torno do eixo, tornando cada ponto do horizonte  único para essa localização, em vez de manter a mesma longitude, fazendo com que a primeira casa do horóscopo coincida com o ponto do horizonte conectado.

Alguns consideram o sistema de Regiomontanus um aperfeiçoamento do sistema de meridianos das casas.

Regiomontanus construiu o seu sistema de casas partindo de uma correção do sistema de Campanus e tendo em conta o trabalho, considerado perdido na época, de Ibn Esra, (séc. 11). Segundo algumas fontes, Regiomontanus nunca pretendeu ter sido o criador deste método, mas o seu nome ficou associado a este pois, ao fazer tabelas prontas a usar, para o cálculo das casas, como ainda hoje os astrólogos encontram, este método tornou-se muito popular, facilitando em muito o cálculo das casas do horóscopo.

Os cálculos de Regiomontanus começavam com o ponto Este (Ascendente) do horizonte, que interseta sempre a linha do Equador; este astrónomo dividiu o Equador em 12 secções iguais de 30º. Os círculos que passam através destes pontos de 30º são os limites das casas do horóscopo.

Pegando em cada um desses círculos que intersetam o ponto que é a cúspide de uma dada casa, vê-se onde calha a sua interseção com o equador. A distância entre o ponto de interseção e o ponto no horizonte dá a longitude mundana da cúspide da casa,

Regiomontanus usava o mesmo método de calcular a longitude de uma dada casa   no cálculo das direções.  A posição mundana era, deste modo, o fator que ligava o sistema de casas ao cálculo das direções.

Assim, no sistema de casas de Regiomontanus, o movimento diário da Terra e a linha que este traça (Equador) eram o ponto essencial para calcular as casas do horóscopo.

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