Glossário Astrológico- Aversão

mulher de costas voltadas

Neste artigo falamos do conceito astrológico de aversão, que se refere a um aspeto negativo entre os signos, desenvolvido pela Astrologia Helenística. Nas formas mais antigas de Astrologia, as casas do horóscopo eram coincidentes com os signos (uma casa, um signo inteiro). Isto é ainda usado na Astrologia da Índia.

Nos aspetos tradicionais, ditos «Ptolomaicos» por terem sido definidos pelo grande astrólogo helenístico Ptolomeu, os aspetos tinham uma característica geométrica, sendo considerados apenas os aspetos ditos «maiores»: trino, sextil, quadratura e oposição (além da conjunção).

A Astrologia Horária praticada no Ocidente segue esta mesma tradição, considerando apenas estes aspetos.

Os signos que não estão, em termos de distância uns dos outros, relacionados por um dos aspetos maiores – os que têm uma distância de 30º ou 150º- são ditos estar «em aversão». O que isto significa, na linguagem colorida da tradição, é que esses signos estão «de costas voltadas um para o outro», isto é, não têm qualquer relação um com o outro.

Este conceito está relacionado com a origem do próprio significado de «aspeto»: na tradição, um signo ou planeta estão em aspeto quando «olham» um para o outro. Ora, quando estão à distância de  30º ou 150º, não há contacto «pelo olhar» entre os signos ou planetas, que se encontram «fora da linha de visão» um do outro por isso, estes são ditos estarem em aversão.

Tal como os signos, os planetas colocados nos signos nas distâncias referidas, também são considerados em aversão.

Para exemplificar, diga-se que, se por ex., a Lua estiver colocada no signo Gémeos e Mercúrio estiver colocado no signo Escorpião, a Lua e Mercúrio, segundo a Astrologia clássica do ocidente, estão em aversão.

A título de curiosidade, diga-se que na Astrologia Jyotish, praticada na índia, os aspetos são diferentes dos usados na Astrologia ocidental, pelo que este conceito de aversão deve ser considerado para a Astrologia ocidental e Astrologia horária, que  também é baseada na Astrologia Helenística e renascentista ocidental.

O conceito de Aversão baseia-se na ideia de que existe falta de afinidade entre as energias de um signo quando estes estão colocados nas distâncias referidas.

Esta «falta de afinidade» está relacionada com o facto de a tradição considerar que os planetas e signos se relacionam através de algumas categorias: quadruplicidade- isto é , pertencerem ao mesmo elemento (Terra, Ar, Água, Fogo);

Pertencerem à mesma triplicidade – isto é, serem ambos signos fixos, cardinais ou mutáveis;

Pertencerem ao mesmo género- isto é, serem ambos masculinos ou femininos.

Ora, os signos (e planetas aí  colocados) quando estão a uma distância de  30º ou 150º não partilham nenhuma destas categorias, diferindo em todas elas, não tendo por isso «nada em comum».

Em todos os aspetos ditos «ptolomaicos» os  signos partilham pelo menos uma das categorias mencionadas. Quando estão em aversão, isso não acontece e, por isso, estão «alienados» um em relação ao outro não tendo qualquer relação.

Isto tem por efeito que esses planetas não associam as suas energias no horóscopo para produzir efeitos mútuos.

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