Conjunção Lua Rahu na 9ª Casa Signo Sagitário

mulher em postura de oração

Descrevemos neste artigo os efeitos gerais da conjunção Lua Rahu na 9ª casa  do horóscopo e  no signo Sagitário.

Pode ler um artigo sobre a colocação da Lua na 9ª casa aqui e no signo Sagitário aqui.

Pode ler um artigo sobre a colocação de Rahu  na 9ª  casa aqui e no signo Sagitário aqui.

A conjunção Lua Rahu na 9ª casa leva os nativos a desejarem ter uma experiência do sagrado. Porém, a forma como vivenciam isso pode ser bastante contraditória: a Lua inclina para se apegar aos rituais e tradições antigas, enquanto Rahu é uma força disruptiva , que quebra todos os tabus e regras estabelecidas.

Porém, o desejo de aparecer aos olhos dos outros como uma pessoa espiritual, religiosa, ou mesmo «santa» pode fazer com que estas pessoas adotem uma postura em público que as torna conhecidas nesses papeis aos olhos dos outros.

Porém, a conjunção Lua Rahu na 9ª casa produz uma pessoa que tende para o dogmatismo, para a atitude doutrinadora que não aceita ser questionada e se considera «dona da verdade».

Ainda  assim, estas pessoas podem conseguir alcançar nome e prestígio nos papeis de «sábio», pregador, professor porque o nativo sabe exatamente como lidar com os outros, usando a sua manipulação subtil e astúcia psicológica para persuadir e passar a sua mensagem.

Pode acontecer que estas pessoas se apresentem aos outros com títulos académicos que, na verdade não possuem e obtiveram de forma fraudulenta. Podem igualmente fazer-se passar por padres sem o serem e desempenhar esses papeis de forma tão convincente que a sua fraude pode manter-se por bastante tempo.

A conjunção Lua Rahu na 9ª casa indica uma pessoa que anseia por fazer parte da comunidade dos «sábios», dos mestres espirituais e pode fazer tudo para o conseguir. Estas pessoas sentem-se bem nas igrejas e templos, nas universidades, nas instituições culturais de caráter humanista e humanitário.

São também fascinadas por viagens de longa distância, podendo viajar com frequência. E podem alcançar o estatuto de «sábios» num país estrangeiro. O desejo de reconhecimento na área da sabedoria, seja esta espiritual e religiosa ou filosófica é tão forte  que dão mais valor aos aspetos culturais e espirituais do que aos aspetos materiais  e financeiros.

Porém, nunca aderem completamente à mensagem que passam para os outros.  Mas são inteligentes e muito intuitivas e usam as suas capacidades para se tornarem credíveis para os outros.

O caráter manipulativo de Rahu faz com que haja sempre um elemento de distância entre si próprios e aquilo que dizem e afirmam pois, na verdade, estão a desempenhar um papel, embora seja um papel que lhes interessa muito mas isso não quer dizer que se identificam completamente  com  as teses que defendem.

Estes nativos podem, deste modo, mostrar uma religiosidade tradicional se isso for necessário para conseguirem a adesão do auditório e podem revelar crenças menos convencionais perante outro tipo de público em diferentes circunstâncias.

Esta duplicidade é explicada parcialmente pela diferença fundamental entre a Lua e Rahu nas matérias da 9ª casa: a Lua inclina o nativo para ser convencional no que se refere à tradição, aceitando-a sem contestar, quando está nesta casa;

Já Rahu nunca desenvolve crenças convencionais, a expressão da sua religiosidade faz-se sempre em moldes que rompem com o estabelecido. Daí que estes nativos na verdade não mintam, quando se mostram dúplices nas questões de espiritualidade.

Num caso e noutro, no entanto, tendem para o dogmatismo, para se afirmarem como a «autoridade» nas questões espirituais, quando estão perante os outros. É claro que, estando-se aqui no plano das crenças, a relação com os membros da família próxima pode ser difícil se uns e outros tiverem posições extremadas sobre religião.

Na ânsia de «passarem palavra»,estes nativos podem fundar movimentos espiritualistas ou de caráter político, que procuram expandir alem fronteiras, como símbolo da sua capacidade para galvanizar os outros e se mostrarem como «mestres» ou «gurus».

Nem sempre, porém, vivem de acordo com o que «pregam» aos outros, podendo manifestar uma imagem pública de pessoas «santas» e com elevados valores morais e, secretamente, na vida privada, podem ter muitos vícios. Isto poderá ser atenuado depois de Rahu deixar de eclipsar a Lua e se esta for forte no horóscopo.

Pelo lado positivo, os nativos com esta conjunção podem usar o seu desejo de servir de fonte de inspiração dos outros para quebrar dogmas religiosos que fomentam a divisão e a injustiça, inspirando outros para os quebrarem.

Quando a conjunção Lua Rahu se dá no signo Sagitário a pessoa pode sentir que tem «uma missão» universal, de levar as pessoas em geral a desenvolver valores mais perfeitos e elevados. Sentem um verdadeiro fascínio pelo papel de professor ou mestre, gostam de se sentir especiais pelo desempenho desses papeis de orientação dos outros.

Porém, a estabilidade emocional destas pessoas é precária, devido à posição desafiadora da Lua no signo Sagitário. Assim, estes nativos sentem conflitos internos frequentes, têm dificuldade em relacionar-se com a família começando pelos pais. Quando casam, muitas vezes o casamento (o primeiro) acaba em divórcio.

Estas pessoas sentem-se traídas com grande facilidade e, para esta conjunção dar resultados positivos, é preciso que se descentralizem em relação a si próprios e desenvolvam a tarefa de ensinar outros, de passarem para os outros sabedoria que seja realmente capaz de mudar as vidas de muitos na sociedade.

Alguns podem sentir-se imbuídos desse espírito de missão que podem introduzir novas formas de espiritualidade ou mesmo uma nova religião (ou, pelo menos, novas formas de exprimir a relação com o sagrado).

Há, no entanto, uma armadilha na qual estas pessoas podem facilmente cair: o dogmatismo, a convicção de que a sua «verdade» é superior a todas as outras crenças e abordagens. Esta perda de perspetiva pode dar cabo das melhores intenções que desejam produzir sobre a sociedade e os outros.

E estes nativos têm, sem dúvida, um «estilo» de comunicação que é vivo, motivador, entusiasmante para os que os ouvem, levando-os desse modo a aderir com facilidade à sua mensagem.  São os melhores «professores», os melhores «gurus», no sentido de saberem levar os outros a aderir à mensagem.

Mas, em geral, não fazem tudo isso de forma gratuita. Ensinar, inspirar, torna-se um negócio.

Começam por sentir um verdadeiro interesse por estudar textos antigos, sagrados, mas depois procuram ganhar dinheiro com a difusão desse conhecimento para os outros, filtrado pela sua perceção e compreensão.

A partir de meados dos trinta, quando a Lua ficar livre do eclipse de Rahu, estas pessoas podem envolver-se de forma mais autêntica em causas humanitárias com a finalidade de ajudar a diminuir o sofrimento de pessoas menos favorecidas na sociedade.

Ao envolverem-se nestas causas humanitárias, ou no ensino ou em alguma instituição ligada à religião, estes nativos conseguem alcançar  mais tranquilidade interior e um sentimento de realização pessoal.

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