Glossário Astrológico- Planetas e Signos que se Contemplam

Representação do Zodíaco

Falamos neste artigo de um conceito que foi definido por Ptolomeu na época helenística, usado na Astrologia Ocidental, hoje em dia particularmente na astrologia horária, os planetas e signos que se contemplam.

Signos que se contemplam são, segundo Ptolomeu, signos com igual poder e a razão é porque esses signos  recebem os raios do Sol com a mesma duração, pois neles os dias e as noites  têm a mesma duração. Assim, o  número de horas do dia e da noite é igual e, além disso, estes signos também se levantam  na mesma parte do horizonte e põem-se igualmente na mesma parte do horizonte.

Os signos que «se contemplam» têm a mesma declinação estando assim à mesma distância dos trópicos: estes signos formam pares e são, segundo Firmicus :

Carneiro e Virgem; Touro e Leão; Gémeos e Caranguejo;  Escorpião e Aquário; Balança e Peixes; Sagitário e Capricórnio. Assim, estes signos ou estão ambos a sul ou a norte. Mas a importância desta classificação   revela-se  nos planetas  que aí estão colocados.

Os signos podem contemplar-se de modos diferentes: através de um aspeto maior– conjunção, quadratura, sextil, oposição ou trino- ou por Antiscia.

Antiscia e contrantiscia são relações entre os signos teorizadas pelos astrólogos helenísticos.  Esta categorização partiu da crença de que cada grau do Zodíaco tem o seu «contra-grau» que espelha a sua relação com o eixo solsticial do lado oposto da carta.

O eixo solsticial ou dos trópicos vai de 0º de Caranguejo a 0º de Capricórnio. Um planeta colocado a 20 º do signo Sagitário tem o seu antiscia num planeta colocado a 10º de Capricórnio e ambos os planetas estão a igual distância do ponto solsticial a 0º de Capricórnio.

Deste modo, os signos colocados ao longo do eixo solsticial em lados opostos «contemplam-se» um ao outro, uma vez que se erguem e põem na mesma parte do horizonte.

Manilius, um conhecido astrólogo helenístico, toma por referência os signos Caranguejo e Capricórnio como os pontos de referência no eixo solsticial e, por isso, apresenta diferentes pares de signos: Gémeos e Leão, Touro e Virgem, Carneiro e Balança, Peixes e Escorpião, Aquário e Sagitário.

A diferença entre estes pares de signos está em que a classificação de Manilius é mais antiga, de quando o equinócio vernal se situava a 15 º de Carneiro e não a 0º e os solstícios aconteciam a 15 de Caranguejo e de Capricórnio, em vez dos 0º.

Na obra Tetrabiblos Ptolomeu, um outro astrólogo helenístico do século 3, afirmou que os signos que se contemplam têm igual poder.

Isto deve-se ao facto de o Sol atingir a sua máxima declinação  no norte a 0º de Caranguejo e, no sul, a 0º de Capricórnio e , sendo a mesma a declinação nos pares de signos referidos, estes têm então dias e noites com a mesma duração.

Os planetas colocados em signos antiscia não têm, no entanto, o mesmo grau de declinação pois o conceito de antiscia refere-se apenas ao ciclo solar na sua relação com a eclítica .

Não sendo um «aspeto» propriamente dito, em termos «maiores», o Antiscia foi considerado por vários astrólogos helenísticos posteriores como sendo importante para compreender certos aspetos da carta quando dois planetas não têm aspetos maiores entre si. Quando isso acontece, Firmicus Maternus defende que se deve ver se esses planetas  estão em relação de antiscia.

O antiscia é considerado como uma relação positiva mas pode não o ser quando um dos planetas é um maléfico.

Dos planetas também se diz  que se «contemplam»:  e o primeiro caso a referir é quando dois planetas estão colocados em signos que se contemplam e, se os planetas  estão em aspeto um com o outro, diz-se também que se contemplam.

Outros casos em que dois planetas «se contemplam»:

– Quando um planeta se aproxima para formar um aspeto de aplicação com outro planeta  mais lento  diz-se que este último contempla o planeta que se aproxima para formar aspeto;

– Quando dois planetas estão na orbe de um determinado aspeto diz-se que se contemplam.

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