Glossário Astrológico- Signos que Comandam e Obedecem

Paisagem natural

No artigo anterior falámos da relação entre signos a partir da referência do eixo solsticial. Neste artigo falaremos da relação entre os signos com base no eixo equinocial, nomeadamente dos signos que comandam e obedecem.

Do mesmo modo, por ex., que Ptolomeu e outros astrólogos helenísticos referiram que os signos situados na mesma declinação  em relação ao ponto solsticial têm igual poder, o mesmo também é considerado no que se refere aos signos que estão  colocados  de modo semelhante em relação aos eixos equinociais.

Segundo Ptolomeu, estes planetas têm uma natureza semelhante pois ascendem nos mesmos períodos de tempo e têm paralelos iguais.

Ptolomeu classifica os signos de Carneiro a Virgem como signos que comandam porque, quando o Sol atravessa esses signos, os dias são maiores do que as noites.

Por outro lado, os signos de Balança a Peixes são «obedientes» porque o Sol, ao atravessá-los, torna os dias mais curtos do que as noites.

Ora, o que importa, no entanto, nesta relação astrológica, é que os signos «que comandam» têm efetivamente um efeito dominante quando estão em relação com algum signo «obediente».

Enquanto os planetas com a mesma declinação em relação ao eixo solsticial «se veem» ou «contemplam», os signos relacionados por «comando e obediência»  «ouvem-se» mutuamente.

Esta categorização dos signos como «de comando» e «obediência»  acaba por coincidir com o conceito que  também remonta à astrologia helenística de contrantiscia.  Paulus Alexandrinus, outro astrólogo da época helenística (séc 4), escreveu que estes signos dão apoio a viagens para o estrangeiro, favorecem a litigação e a fuga de fugitivos.

Para encontrar o contrantiscia basta olhar para o ponto oposto ao do Antiscia.[1] O ponto de contrantiscia associa dois planetas que estão colocados a igual distância em relação ao equinócio.

No ponto contrantiscia o sol tem a mesma declinação sul em relação ao equador, que tem a norte, igualmente em relação ao equador .

E, se a relação por antiscia é no geral positiva, a contrantiscia , sendo de oposição, é uma relação menos positiva e que indica  dificuldades. Segundo W. Lilly, o contrantiscia é semelhante a uma quadratura ou oposição nos aspetos.

Os antigos astrólogos consideravam a direção e a latitude de um planeta como fatores fundamentais para julgar o seu poder e força para produzir efeitos. Consideravam que um planeta é mais forte e poderoso no hemisfério norte, quando aumenta de latitude;

E é mais fraco quando está no hemisfério sul, onde   diminui a sua latitude. No caso da Lua isto era muito evidente pois, no hemisfério norte, ao aumentar a latitude, a Lua aumenta a sua luz, enquanto sucede o inverso quando está no hemisfério sul quando reduz a sua latitude.

Para o uso do antiscia e contrantiscia, segundo Lilly, a orbe considerada deve ser apertada. Este astrólogo de referência considerava que apenas quando o grau de antiscia coincidia com o grau da cúspide de uma casa do horóscopo ou com o grau exato de um planeta é que devia ser considerado.

Ainda segundo Lilly, os contactos do antiscia com planetas benéficos é positivo mas o mesmo não acontece com os planetas maléficos, situação na qual afirmava serem destrutivos.

Este grande astrólogo do século 17 dava importância menor ao contrantiscia e, desse modo, à  classificação dos signos que  comandam  e de obedecem,  de que falamos neste artigo.

[1] O antiscia encontra-se para um determinado planeta subtraindo os graus e minutos em que o  planeta se encontra colocado num dado signo de 30º (ou 29º 60’). Os graus encontrados são o antíscia . Para saber qual o signo que lhe corresponde, tem-se em consideração que o signo Gémeos tem o seu antiscia no signo Caranguejo; o signo Leão tem o antiscia em Touro; o signo Virgem tem o antiscia em Carneiro; o signo Balança tem o antiscia em Peixes; o signo Escorpião tem o antiscia em Aquário; o signo Sagitário tem o antiscia em Capricórnio.

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