Glossário Astrológico- Ano e Período Climactérico

chaves e ramo de malmequeres
Abordamos neste artigo os significados atribuídos ao conceito de ano e período climactérico, um conceito muito antigo que remonta, segundo alguns aos caldeus, passando pela teoria pitagórica dos números. Vários filósofos, entre os quais Platão e astrólogos desde a Astrologia Helenística, falaram do conceito de ano e períodos climactéricos.

Segundo este conceito, alguns números, em geral ímpares, e, segundo alguns começando no sete e depois atendendo aos múltiplos de sete, indicam mudanças e alterações no corpo e na vida de uma pessoa. Muitos referem também o número nove como sendo climactérico.

Segundo este conceito, a multiplicação dos anos de vida pelos números climactéricos duplos culmina num ano a que se atribuiu a designação de «grande climatérico»- para os que consideram o sete como sendo o número climactérico por excelência, corresponde aos 63 anos (9 períodos de 7 anos); para os que usam o número nove o grande climatérico será os 81 anos (9 períodos de 9 anos).

O «grande climactérico» indica, segundo a tradição antiga, o perigo de extinção da vida no corpo físico. É claro que, tendo sido produto de uma época antiga, na qual as pessoas viviam muito menos do que a média atual, este «grande climactérico» hoje terá de ser repensado, uma vez que a média geral de vida é mais alta.

Foi com base nesta ideia de que há anos e períodos, na vida da pessoa, designados por «climactéricos» (palavra de origem grega usada também depois pelos romanos e tradição posterior) que se desenvolveu a ideia dos períodos de vida do ser humano, encontrada tanto na astrologia ocidental como na astrologia da Índia.

A este propósito, alguns referem os «sete períodos da vida humana», ideia encontrada também fora da Astrologia, por ex., em Shakespeare.

Segundo esta ideia, de sete em sete anos, há uma mudança, que ocorre tanto no corpo físico como na dimensão psicológica , mental e espiritual do ser humano. O primeiro dos anos climactéricos é a idade de sete anos. E depois seguem-se outros anos que são múltiplos de sete como anos climactéricos .

Porém, a contagem não inclui todos os múltiplos de sete mas apenas os números ímpares- 3, 5, 7, 9, etc. Deste modo temos como anos climatéricos: 21, 35, 49, 63.
Os que usam o número 9 como marcando um ano climactérico chegam ao mesmo resultado do ano climatérico 63 e também a um novo número 81 (9×9).

Estes eram considerados anos perigosos na vida das pessoas, incluindo o período de morte. A medicina de séculos passados, até ao século 18, usava este conceito para determinar o dia em que a pessoa seria atacada de febre quartã (um nome antigo para uma forma de malária).

Na astrologia, o conceito é explicado por Marsilio Ficino, um astrólogo helenístico. Este referia que cada planeta tem um período no qual rege o corpo físico. Ora, sendo os planetas no mundo antigo em número sete e Saturno o mais maléfico de todos, a cada sete anos Saturno rege o corpo físico.

Assim, estes períodos de sete anos correspondem aos anos climactéricos na vida de uma pessoa e são perigosos porque Saturno é o «grande maléfico».

De referir ainda que Saturno, nesta conceção, é o planeta mais longínquo do sistema solar, pelo que marca o início da contagem dos planetas. Deste modo, a cada sete anos, regressa-se a Saturno e conta-se de Saturno para os planetas sucessivamente mais próximos do Sol.

Este conceito foi estendido à Astrologia Mundial, considerando-se que o ano climactérico pode ser fatal também para a saúde dos políticos e para os governos.

A ideia de anos climactéricos está enraizada fortemente no inconsciente coletivo, transparecendo em conceções segundo as quais uma criança só atinge verdadeiramente a sua individualidade terrena a partir dos sete anos, ou de que só se é adulto verdadeiramente aos 21 anos (depois de 3 períodos de 7 anos).

Ao longo dos tempos, tem-se associado sempre aos anos climactéricos duas ideias fundamentais: estes anos iniciam um novo ciclo e indicam também acontecimentos que podem ser perigosos para o indivíduo.

Um astrólogo bem conhecido da astrologia ocidental , Sepharial, relaciona o ano climactérico com a posição da Lua no nascimento e os efeitos dos anos climactéricos serão positivos ou negativos conforme a Lua natal recebe ou não bons aspetos e está bem ou mal colocada.

Na conceção deste astrólogo , todos os anos múltiplos de sete são  climactéricos, embora haja uns mais importantes do que outros. E considera que os anos climactéricos baseados nos múltiplos de sete são infortunados (17, 4, 21, 28, etc.).

Em contrapartida, acredita que os anos baseados na contagem de múltiplos de nove são afortunados: 9, 18, 27, 36, etc. O ano de 49 anos é considerado importante, tanto por Sepharial como pela conceção mais antiga.

Por outro lado, o número 63 obtido tanto pela contagem de múltiplos de sete( 7×9) como de múltiplos de nove (9×7) é considerado por Sepharial como o «grande climactérico que traz aspetos positivos e negativos que se juntam em conflito na vida da pessoa.

Sepharial refere que , se a Lua estiver forte e receber bons aspetos na posição de nascimento, a vida pode continuar no plano físico mas que, se isso não acontecer, o resultado pode ser a dissolução do corpo físico.

Este astrólogo indica ainda o ano de 79 de idade como o ano climactérico por referência à Lua. É nesta idade que a Lua regressa à posição de quadratura e trino em relação à posição e nascimento, marcando por isso uma fase importante da vida.

Também Poderá Gostar de Ler

Leave a Comment