Conjunção Lua Ketu na 9ª Casa Signo Sagitário

homem de barba com ukelele

Descrevemos  neste artigo os efeitos gerais da conjunção Lua Ketu na 9ª casa do horóscopo e no signo Sagitário.

Pode ler um artigo sobre a colocação da Lua na 9ª casa aqui e no signo Sagitário aqui.

Pode ler um artigo sobre a colocação de Ketu  na 9ª casa aqui e no signo Sagitário aqui.

A conjunção Lua Ketu na 9ª casa causa uma perturbação forte porque desliga a pessoa de um propósito de vida no qual acredite verdadeiramente.

A Lua deseja acreditar , agarra-se à fé nos dogmas tradicionais religiosos, ou a certas teorias filosóficas ou metafísicas, bem como a princípios orientadores dos valores morais. Porém, Ketu não permite que a pessoa se mantenha apegada a tais dogmas, ou teorias, cortando-a da ligação com estas, ao  encontrar sempre falhas, imprecisões ou imperfeições nas mesmas.

Deste modo, apesar de sentir que deseja acreditar em algo «maior», transcendente, «superior», a pessoa não consegue acreditar verdadeiramente em nada e isso gera um vazio de significado em relação ao sentido da vida e da realidade em geral.

Ketu na 9ª casa também impede que a pessoa se agarre a rituais ortodoxos, contrariando a inclinação da Lua para se agarrar a rotinas e hábitos e para formar uma imagem «da verdade» que lhe sirva de conforto.

O resultado disso pode ser a incapacidade para se decidir sobre o que é certo e errado, para fazer escolhas de vida com convicção. Estas pessoas têm muita dificuldade em aceitar que esta ou aquela teoria é «verdadeira» ou «falsa» pois não dispõem de referências que as ajudem a ter uma ideia clara sobre o que é a «verdade».

Assim, podem tornar-se muito indecisas em relação a todos os valores ditos «humanísticos», ou religiosos e espirituais, hesitando em tomar partido por uma  ou outra teoria , religião ou filosofia.

Se isto pode parecer, à primeira vista, muito limitador, pois a pessoa pode ser encarada de soslaio pelos outros, por outro lado, isto deixa- a numa verdadeira liberdade para poder encontrar, através da própria intuição interior, a sua própria convicção acerca da verdade.  E essa verdade interna é muitas vezes extremamente profunda.

Com a conjunção Lua Ketu na 9ª casa os nativos são, em geral, pouco recetivos a receber ensinamentos de pessoas consideradas «sábias». Também têm uma relação distante com o pai (pode haver separação física ou emocional deste) e outras figuras de autoridade como professores, mestres, gurus, etc.

Estas pessoas trazem do passado dotes comunicacionais e grande sabedoria mas não os valorizam nesta vida, na qual, em vez de se dedicarem a estudar as causas profundas das coisas e da sua própria vida, devem abordar a realidade de um ponto de vista mais prático e imediato.

Também ficam indiferentes em relação às grandes viagens, conhecimento de outras culturas e saberes. Sentem resistência interior em relação a todas as «verdades de fé» e dogmas religiosos.

Isto não significa que não possam desempenhar cargos em que tais «verdades» são propagadas por si. Ketu muitas vezes faz com que os ambientes e contextos do passado retornem e estas pessoas conheceram de forma muito próxima o ambiente da igreja/templo ou da universidade . e podem repetir os mesmo papeis do passado. Mas, se o fizerem, isso será sem qualquer convicção real.

Assim, será melhor não escolherem uma profissão relacionada com a atividade do ensino ou da pregação. E, no entanto, estas pessoas trazem do passado a experiência profunda de ligação com o divino. Simplesmente, na vida atual, devem dedicar-se mais ao conhecimento e informação profanos.

Na vida atual, muitos destes nativos preferem expressar crença em divindade diferente da que a tradição apresenta, o que pode concretizar-se na identificação com o culto mariano, por ex., ou outra divindade feminina, uma vez que a tradição ocidental sempre privilegiou o Deus masculino.

Porém, para a maioria das pessoas com a conjunção, o interesse pela religião expressa-se mais pela rejeição e pela denúncia das «falsidades» que, na sua opinião,  a religião defende.

Na verdade, estas pessoas podem ser muito críticas das ideias coletivas envolvendo o sagrado, os princípios e valores éticos e ideológicos. Isso faz com que recebam dos outros a mesma rejeição e acabem por sentir-se isoladas com a sua «verdade».

Alguns podem desenvolver o hábito de viajar pelo mundo, procurando uma «verdade»  mais essencial do que aquela que a sociedade e as instituições defendem. E, quando colocam por escrito as suas experiências internas e intuições, podem acabar por iluminar outros.

Estas pessoas desligam-se dos chamados «valores mundanos», não ligando às crenças coletivas nem aos rituais estabelecidos.  Não obedecem  nem respeitam figuras de autoridade e rejeitam todo o chamado «saber de autoridade». Nada deve ser aceite como verdadeiro na sua opinião, só porque alguém «importante» na sociedade ou na igreja defende que assim é.

Deste modo, a conjunção Lua Ketu na 9ª casa é uma posição libertadora do ser humano em relação a todas as condicionantes sociais e culturais, ajudando o indivíduo a separar-se das experiências e bens materiais para se situar num plano mais livre e, certamente, verdadeiramente transcendente, para os que aproveitam as oportunidades da colocação desta conjunção.

Quando a conjunção Lua Ketu se dá no signo Sagitário  o nativo sente inclinação para repetir os papeis do passado nos quais desempenhou a função de professor, padre, mestre ou guru.

Opta ,em geral, por se formar no contexto da religião e/ou da filosofia e adota os rituais estabelecidos, quando opta pela via religiosa. No entanto, não sente verdadeira identificação com o que faz, nem convicção autêntica em relação aos dogmas e «verdades» pregadas.

Apesar de poder pregar cm aparente convicção as verdades da fé, no fundo duvida desta e relativiza internamente qualquer conceito de verdade. Estes nativos no passado foram padres, professores, gurus e apegaram-se à «verdade exterior», sem terem tido uma verdadeira experiência interna que validasse essa verdade.

Na vida presente, sofrem com a dúvida constante, sempre que defendem essas «verdades» tradicionais, nunca conseguindo identificar-se completamente com estas.

Isto acontece porque devem desenvolver nesta vida o sentido crítico que lhes faltou no passado, por não terem questionado nem tentado compreender as teorias e conceitos que debitaram sem que estes revelassem uma verdadeira iluminação interior.

Assim embora aparentemente estejam a repetir o que fizeram antes, na verdade isso não acontece pois, no presente, a sua mente acompanha continuamente, como um «vigia» atento, tudo o que dizem e pensam e sem nunca abandonar a postura cética de quem, na verdade, sabe que está a dizer algo que não aceita verdadeiramente como absoluto.

Esta «divisão» interior acabará, com o tempo, por ajudar estas pessoas a abandonar todas as posições dogmáticas e a adquirir uma verdadeira liberdade interior de pensar por si mesmas e só aceitarem aquilo que, realmente, sente como sendo verdadeiro.

Estas pessoas continuam a mostrar interesse pelos assuntos filosóficos e religiosos mas podem dar o seu contributo para abordar essas matérias de uma perspetiva mais crítica e criativa, afastando a atitude dogmática.

Tradicionalmente, esta posição de Ketu tem sido vista como o desabrochar do verdadeiro potencial de desenvolvimento espiritual do nativo, por este abandonar a «letra morta» dos ensinamentos religiosos ou filosóficos e encontrar um significado vivo e novo para estes.

Estas pessoas podem, deste modo, desenvolver uma verdadeira sabedoria, que conseguem transmitir aos outros, pois Ketu, em especial quando atinge a maturidade, ajuda o nativo a comunicar «com o coração», chegando aos outros de modo não puramente formal e externo mas profundo, acordando os outros para o encontrar da sua própria verdade individual.

A inteligência e intuição que estas pessoas usam em sintonia pode granjear-lhes grande sucesso no plano filosófico ou religioso pois, para além de mostrarem grande inteligência e sabedoria, são também excelentes comunicadores.  E mantêm a humildade e o desprendimento em relação aos aspetos mais egoístas da vida.

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