Glossário Astrológico- Debilidade (dos Planetas)

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O conceito de «debilidade» refere-se a um estado de fraqueza dos planetas quando ocupam um determinado signo. De acordo com este conceito, para cada planeta existe um signo cuja energia é incompatível com as qualidades energéticas do planeta e a consequência é a diminuição da força de influência desse planeta.

Para além de se atribuir um signo de «debilitação» a cada planeta, os antigos astrólogos védicos mas também árabes usavam diversos meios para avaliar a força e a fraqueza dos planetas, atribuindo pontos que permitiam determinar qual era o planeta mais forte no horóscopo , designado «Almuten» pela astrologia árabe do séc. XI mas que é muito mais antigo, encontrando-se  na astrologia antiga nos trabalhos de Ptolomeu. O Almuten   significa «o mais forte em poder» e era este o verdadeiro regente do mapa e não simplesmente o regente do Ascendente. Este planeta mais forte era visto com cuidado para se determinarem as características da personalidade e do caráter do nativo. As características do temperamento desse  signo/ planeta eram transpostas para o modo de ser do nativo.

No séc. XVII  o célebre astrólogo inglês William Lilly descreveu, na sua obra Christian Astrology  quais os passos a seguir para determinar  qual o «planeta mais forte e, por essa razão, mais dignificado no horóscopo: Lilly  reconhecia dignidade e debilitação «essenciais» e «acidentais e atribuía pontos positivos ou negativos conforme o caso. A dignidade essencial incluía: estar colocado no próprio signo ou em receção mútua com outro planeta (+5 pontos); estar no signo de exaltação ou receção mútua por exaltação (+ 4 pontos); estar colocado na própria triplicidade (signo fixo, mutável ou cardinal- + 3 pontos); estar nos próprios termos (+ 2 pontos); estar na própria face (´1 ponto).

A escolha das condições de dignificação por Lilly seguem os princípios da astrologia grega antiga sendo que Ptolomeu , por usa vez, recorreu aos egípcios, tendo adotado a classificação destes quanto à dignidade referida como «um planeta nos seus próprios termos». Os egípcios tinham uma tabela na qual se distribuíam signos e planetas. Segundo parece, Lilly usava esta classificação em especial para ajuizar sobre a aparência física do nativo. Um planeta está nos «próprios termos » quando está colocado numa porção de um signo da qual é o regente. Esta divisão de um signo por partes em que cada parte tem a regência de um planeta diferente é também muito usada na astrologia Jyotish e, ao longo do tempo, na astrologia horária. Do mesmo modo, um planeta era dito como «estando na face» quando estava no próprio  decanato. Também esta «dignidade»  foi originalmente desenvolvida pelos egípcios e, posteriormente, usada pelos gregos e romanos e depois pelos astrólogo medievais e modernos ocidentais.  A tabela de dignificação usada por Lilly era a originalmente seguida pelos egípcios. Também eram reconhecidas dignidades acidentais relacionadas com a posição por casa e outros.

Quanto à debilitação essencial Lilly refere: quando um signo está colocado no signo de detrimento (- 5 pontos); quando está no signo da sua queda (- 4 pontos); quando está colocado num signo em que é peregrino (- 5 pontos).

Explicando melhor: um  planeta tem debilitação essencial quando está colocado no signo oposto ao seu (detrimento). Este signo é o mais afastado da sua posição (Leão e Aquário, por ex.,) pois, tendo em consideração que, nesta classificação o planeta está no máximo da sua força quando colocado no próprio signo, considera-se no ponto mais vulnerável quando está no signo oposto. Por outro lado, está em «queda» quando está colocado no signo oposto ao da sua exaltação. Assim, Vénus por ex., está exaltado no signo Peixes e em queda no signo virgem.  Quanto à debilidade causada pela condição de peregrino, esta refere-se à colocação do planeta num signo qualquer em que o referido planeta não tem nenhuma das dignidades essenciais nomeadas acima. Nas palavras de Lilly «um planeta peregrino é como um marginal atirado para fora do seu país sem esperança de retorno».

Para além destas 3 debilidades essenciais, Lilly referiu ainda um número de debilidades acidentais que incluem, por ex., a colocação do planeta na 6ª, 8ª ou 12ª casa; estar retrógrado; em movimento lento; a Lua quando está minguante; combustão; posição oriental ou ocidental dos planetas, etc.

Constatamos assim, pelo estudo das origens da Astrologia e da sua prática e conceitos na cultura ocidental que ela mostra ter muitos conceitos comuns aos usados pela Astrologia védica e isto revela que, em tempos recuados, a sabedoria astrológica deve ter sido universal e partilhada por sábios de todo o mundo civilizado, tendo sofrido alterações posteriormente na época medieval.  Continuaremos a explorar estas raízes antigas da Astrologia, sobretudo a que nos chegou a partir da civilização grega (que, por sua vez, foi buscar os fundamentos desse saber aos mesopotâmios, babilónicos e egípcios e talvez também à Índia). Parece hoje cada vez mais evidente que não é possível atribuir a uma só cultura a origem deste saber milenar, ele foi multicultural desde o início, pelo menos nas fontes que têm chegado até nós.

Glossário Astrológico- Dasha

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O termo Dasha  é vulgarmente usado para significar «períodos planetários» embora também haja períodos de signos .Refere-se deste modo a diferentes sistemas, que «dividem» o tempo de vida em  períodos,   de signos (Chara dasha, Narayana Dasha) ou de planetas, sendo que o Vimsottari dasha desenvolvido pelo sábio Parashara é o mais usado e popular na Astrologia Jyotish.

O sistema vimsottari dasha divide o período da vida em períodos nos quais cada planeta tem  a regência  durante um número variável de anos, tendo por referência o número de 120 anos como tempo limite da vida humana. Neste sistema,  Ketu tem 7 anos de regência; Vénus tem 20 anos; o Sol tem a regência de 6 anos; a Lua segue-se com a regência de 10 anos;  Marte rege durante 7 anos; Rahu tem a regência de 18 anos; Júpiter segue-se com a regência de 16 anos; Saturno tem 19 anos de regência e Mercúrio tem um período de 17 anos. Para cada pessoa, o período dasha começa em algum destes períodos, dependendo da posição da Lua num certo Nakshstra ou constelação no momento do nascimento. Assim, conforme a posição da Lua num certo signo e Nakshatra , começa o ciclo dos períodos dasha ao longo da vida. Como a maioria das pessoas não vive até aos 120 anos, para muitas pessoas vários destes períodos não serão vivenciados. Uma pessoa que nasça no início do dasha de Vénus por ex., apenas mudará de período já na entrada na vida adulta, quanto tiver  20 anos de idade.

Para além deste sistema dasha, muitos astrólogos começam a utilizar um outro sistema dasha, desenvolvido por Jaimini, mestre de uma corrente astrológica independente da Jyotish, o chara dasha, que usam como complemento do vimsotari dasa, considerado o sistema principal. Considera-se  que o uso do Chara dasha permite obter pormenores mais finos dos eventos que ocorrem, por ex., nos dashas maiores como é o caso do dasha de Vénus, Saturno, etc.

De todos os  sistemas Dasha referidos na Astrologia Jyiotish, o sistema vimsottari dasha definido por Parahara é o mais conhecido. Segue o ano solar de 365 dias. Neste sistema, avalia-se os efeitos de cada planeta tendo em conta a sua força e dignidade no horóscopo, as casa que rege,  a casa onde está colocado, os yogas que forma e os aspetos que recebe. Um planeta forte e dignificado traz boa fortuna, saúde e riqueza; um planeta fraco é impotente para fazer florescer os significados que representa na vida da pessoa.

Apesar de se dizer em geral que o sistema vimsottari dasa é único da Índia, a verdade é que, embora com outro nome, o princípio geral seguido por este- considerar cada planeta como o regente de um período de tempo ,era usado na antiguidade  também pela Astrologia Helénica, como vimos no artigo recente publicado «Chronocrators».  Também nesses tempos se considerava que os efeitos dos planetas se manifestavam durante os períodos dos planetas e que ,mesmo os aspetos entre os planetas só eram realmente sentidos durante esses períodos, caso contrário eram «mudos». A mesma ideia existe na Astrologia Jyotish quando se afirma que os yogas só frutificam nos períodos- dasa e antardasa- dos planetas envolvidos, embora  muitos considerem que essa «frutificação» depende também da existência de trânsitos que a confirmem.

Entre os sistemas dasha, os que se referem aos planetas atribuem também períodos a Rahu e Ketu, mas os que consideram os signos como acontece no sistema  Chara  deixam de fora os nodos, tendo-os apenas em conta, eventualmente, como corregentes dos signos Aquário (Rahu) e Escorpião (Ketu) e, ainda assim, apenas para determinar a duração dos períodos desses signos.

Outro fator que torna os sistemas dasha tão interessantes e ricos é a sua complementação com o uso das cartas divisionais, entre as quais se destaca a navamsa e também  a drekkana, tendo-se em conta  a posição dos planetas em cada uma dessas vargas antes de prever os resultados de um dado período ,auspicioso ou nefasto.

Dos mais de quarenta sistemas dasha existentes, poucos estão hoje em uso, mas, como dissemos anteriormente, muitos astrólogos não dispensam a análise dos períodos usando não apenas o sistema vimsotarri dasha desenvolvido por Parashara mas também o sistema Chara dasha desenvolvido por Jaimini e «apurado» pelo investigador da Jyotish  K.N. Rao.

Glossário Astrológico- Chara Dasa

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O conceito de «chara dasa» pertence ao sistema Jaimini, uma das correntes da Astrologia Jyotish. Este dasa permite avaliar a força do horóscopo e fazer previsões.  Também é conhecido como «Rasi Dasa» (literalmente Dasa do signo).

Ao contrário do que acontece com o Vimsottari dasa, este dasa do sistema Jaimini não se foca nos planetas, que não têm períodos, foca-se nos signos. Neste sistema, a determinação da ordem dos signos em cada dasa pode ser encontrada de maneiras diferentes: há quem siga um método simples que tem em conta o Ascendente e que foi testado amplamente por um eminente investigador da Jyotish, K.N. Rao – quando o Ascendente é Carneiro, Leão, virgem, Balança, Aquário ou Peixes, os períodos seguintes seguem a orientação dos ponteiros do relógio e a ordem do Zodíaco, começando com o signo que está no Ascendente, o período seguinte para o Ascendente Carneiro é Touro, etc. Mas, em relação aos outros signos,  este método considera que o sentido de movimento de cada dasa a partir do Ascendente é contrário ao dos  ponteiros do relógio: o primeiro Dasa corresponde ao do signo Ascendente e, depois deste, segue-se o dasa do signo anterior na ordem do Zodíaco. Para uma pessoa com Ascendente Escorpião, este é o dasa inicial e, após esse dasa, o nativo entra no  dasa do signo Balança e por aí adiante.

Num outro método  para encontrar o primeiro chara dasa  usa-se a posição por grau de Rahu e Ketu para determinar a sequência do dasa. Neste método  a duração do dasa  faz-se a partir de Rahu ou Saturno conforme o que é mais forte no horóscopo. Não é ,no entanto, necessário fazer cálculos  porque qualquer software de Astrologia Jyotish- incluindo o gratuito Jaganatha Hora- faz o cálculo dos períodos todos apresentando a sequência dos signos e as datas de cada período, podendo em geral escolher-se o contexto teórico de conceção do chara dasa.

Para determinar qual é  o Ascendente tendo em conta um certo chara dasa,   o método de N. K. Rao considera a posição do planeta Atmakaraka na carta divisional Navamsa, considerando-se que este signo é o Karakamasha Lagna . Determinado o Ascendente do chara dasa, tem-se ainda em conta o Arudha Lagna ou Pada Lagna. Este determina-se contando os signos que separam o Ascendente do seu regente. Assim, por ex., se o Ascendente é Touro e Vénus, o seu regente, está colocado em Capricórnio, a 9 signos de Touro, contam-se nove signos a partir de Capricórnio para encontrar o Arudha Lagna, localizando-se este no signo Virgem. Finalmente, encontra-se o Upapada Lagna, que é determinado pelo número de signos que separam o regente da 12º casa dessa casa, procedendo-se do mesmo modo referido para encontrar o Arudha Lagna.

O Chara dasa  é diferente do período dasa do sistema Vimsottari dasa mas, segundo a opinião de muitos astrólogos, analisando ambos torna-se mais clara e precisa a compreensão do período de vida do nativo e as previsões são também bastante mais completas. Ou seja, o Chara dasa complementa a informação fornecida pela análise do período do Vimsotari dasa. Cada um dos sistemas ajuda a compreender eventos diferentes, quando vistos em conjunto. .Através do chara dasa é possível analisar aspetos da vida como o casamento, a educação, a carreira, etc..

Embora a explicação completa de tudo o que envolve o Chara dasa não caiba neste artigo do Glossário, explicamos brevemente os elementos envolvidos: primeiro é preciso conhecer a posição dos 7 planetas ( Rahu e Ketu não são considerados nesta fase) – o planeta que tem a longitude mais alta é o Atmakaraka e  significa os assuntos do Ascendente, incluindo a aparência física, corpo, saúde geral, forças e fraquezas, longevidade, caráter; o planeta com o 2º grau mais elevado é o Amatyakaraka e significa os assuntos da 10ª casa e da carreira/profissão; o  3º planeta com o grau mais elevado é o Bhratrikaraka e significa os assuntos da 3ª casa e os irmãos; o planeta com o 4º grau mais elevado é o Matrikaraka e significa os assuntos da 4ª casa ; o planeta com o 5º grau mais elevado significa os  filhos e os assuntos da 5ª casa; o planeta com o 6ª grau mais elevado é o Gnatikaraka e  significa os assuntos da 6ª casa, doença, inimigos, obstáculos; o planeta com o 7º grau mais elevado é o Darakaraka que significa o cônjuge e os assuntos da 7ª casa. Estes karakas ou significadores determinam a sua influência no período chara em que atuam e influenciam os eventos do mesmo modo que  o período dasa do sistema Vimsottari podendo indicar coisas diferentes em momentos diferentes de cada um dos períodos dasa do sistema de Prashara e indicando, desse modo, uma análise mais fina das energias em presença e das previsões que é possível fazer.

Glossário Astrológico- Chandra Bala

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Este é um conceito importante usado pela Astrologia Jyotish  na Astrologia horária e elecional- Prashna e Muhurta em conjunto com outros métodos como Tarabala e Panchaka.

A Lua é o astro mais importante na Astrologia Jyotish : ela determina os ciclos do destino – definindo o início do vimsottari dasa; os resultados dos trânsitos conhecidos como Gochara e domina igualmente a avaliação da compatibilidade nos relacionamentos, a Astrologia horária  escolha de momentos auspiciosos para realizar algum evento, etc..

É neste contexto que se integra a «chandra bala» ou «força da lua». Na Índia, antes de escolher a data de um evento importante como casamento, início de uma empresa, mudança de casa, etc., usa-se a Astrologia horária para determinar, num dado período temporal, qual  é o  momento mais auspicioso para realizar isso. Um momento auspicioso, por sua vez, é aquele em que as energias planetárias interagem de forma positiva  em relação á disposição do horóscopo de uma dada pessoa (e tendo em conta o que esta deseja realizar); um «momento negativo» é aquele em que as energias planetárias estão em desarmonia com os desejos ou intenções da pessoa e não promovem a realização do que esta deseja, tendo em conta o horóscopo de nascimento. Deste modo, a determinação, através da Astrologia horária dos «momentos auspiciosos» na vida de um sujeito é sempre limitada pelas possibilidades expressas na carta natal, que contém a matriz das  energias presentes no momento do nascimento (de acordo com o karma individual e o seu «plano de vida»). O sucesso ou insucesso previsíveis são sempre vistos em funções das possibilidades natais. Se a Astrologia horária determina que um certo momento será auspicioso para casar ou iniciar uma nova empresa, a «quantidade» de sucesso previsível é determinada pelo horóscopo de nascimento, não sendo igual para todos os indivíduos.

Deste modo, Chandra bala é um dos passos metodológicos na determinação de um «muhurta» ou momento auspicioso. Ela consiste em assegurar que a Lua estará num signo forte para o indivíduo, tendo em conta o Ascendente e o signo onde está colocada a Lua no nascimento: a Lua, no momento do evento desejado não deve estar colocada na 6ª, 8ª, ou 12ª casa a partir do signo onde a Lua está colocada no horóscopo de nascimento. Se a Lua está no signo Touro, quando a pessoa nasceu e, na  data desejada para a realização de um evento, está no signo Sagitário, estaria colocada a 8 casas de distância, o que torna a data uma má escolha, significando que, se o evento se realizar nessa altura, como as energias presentes são desarmoniosas em relação às energias pessoais, o evento não trará resultados felizes para esta pessoa em particular.

Esta área da Astrologia Jyotish é muito popular na índia e existe um saber acumulado de há muitos séculos que  lhe dá credibilidade perante os consultantes. Em geral, para eventos simples como iniciar uma viagem, fazer um exame, etc., considera-se suficiente analisar a Chandra Bala e a Tara Bala (esta consiste em escolher um Nakshatra favorável) . Mas, para eventos que serão de longo termo ou para avida, como o casamento ou formar uma empresa, etc., acrescenta-se a estes dois métodos a Panchaka que consiste na determinação de 5 tipos de energias negativas, escolhendo criteriosamente o momento eliminando cada uma delas. Num artigo posterior deste glossário falaremos destes dois fatores que agora mencionamos mas não desenvolvemos.

Glossário Astrológico- Cazimi

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O termo de que falamos hoje – Cazimi- não é exclusivo da Astrologia Jyotish mas, pelo seu significado e para que os leitores possam testá-lo, damo-lo a conhecer.

Segundo algumas fontes, o termo terá aparecido pela primeira vez nos escritos de Rhetorious do Egipto, que viveu entre o sec. VI e VII. Voltou a aparecer em escritos árabes do sec. IX e, mais tarde, em escritos medievais de Astrologia nos séc. XII e XIII.

Mas, afinal, o que significa o termo «Cazimi»? o termo significa «coração do Sol» e refere-se à conjunção muito próxima, com 17’ de arco, entre um planeta e o Sol.  Ao contrário do que é referido no conceito de «combustão» de um planeta pela Astrologia Jyotish clássica, este conceito refere que o planeta que se encontra a esta distância do Sol , em vez de ficar enfraquecido, fica fortalecido. Esta é, assim, uma aparente exceção reconhecida pela tradição astrológica, em relação ao caráter maléfico da excessiva proximidade do Sol.

Um planeta combusto é aquele que, aproximando-se numa orbe variável do sol, «desaparece» sob os seus raios, que queimam a sua energia e esta não pode, por isso, expressar-se.  Um planeta combusto é um planeta fraco. Porém, um planeta em Cazimi, torna-se especialmente forte, fortalecido pelos raios solares que não o queimam mas antes tornam-no especialmente forte. Diz-se que um planeta está em Cazimi (ou no coração do sol) quando o seu centro está numa orbe de 17 minutos do centro do Sol.  E é apenas a esta distância que se pode falar deste aspeto Cazimi.

Tradicionalmente, tanto na Astrologia Jyotish como Ocidental, considera-se que, quando um planeta está a uma distância inferior a 8º do Sol, está muito enfraquecido ou combusto. A sua posição numa orbe de aproximação do Sol de 17º (graus, não minutos como acontece com Cazimi) é considerada igualmente de combustão média, em que o planeta é enfraquecido mas não tanto como quando está mais próximo do Sol. Mas nenhuma destas posições se confunde com a Cazimi .Esta posição refere-se a uma conjunção muito próxima na qual o centro do planeta está no «coração do próprio Sol» , ou seja, está numa orbe de 17 minutos do centro do Sol. Quando isso acontece, em vez de ficar queimado, fica fortalecido, como se nascesse novamente ao contactar com o princípio da energia solar.  Segundo a tradição, esta proximidade permite a ligação entre o self interno do indivíduo (representado pelo Sol) e o princípio do planeta que forma a conjunção. A tradição considera que esta união com o princípio solar permite uma libertação e florescimento das características espirituais do nativo. No entanto, os aspetos materiais associados ao planeta em causa, são queimados, isto é, esta conjunção Cazimi não é favorável para os aspetos materiais, sendo, porém, excecionalmente poderosa, no plano espiritual.

Entre a comunidade da Astrologia Jyotish as opiniões dividem-se em relação a este conceito de Cazimi mas alguns salientam a sua eficácia quando usado na Astrologia horária, concordando com  autores do passado como william Lilly ou autores árabes. Estes defenderam que Cazimi torna o ser humano fraco fisicamente mas para que este possa ser purificado e renascer consequentemente mais saudável e forte. Também há quem refira que, quando um planeta está em conjunção com o Sol numa orbe de 17 minutos, está especialmente protegido pelo Sol.

Enfim, não sendo um aspeto muito comum, pois ocorre apenas alguns dias por ano, os leitores poderão ver no seu horóscopo se têm algum   aspeto  Cazimi  com o Sol e poderão testar a validade, defendida pelos antigos, desta conjunção com o Sol.  E, se desejarem, podem partilhar connosco, usando o espaço de comentário do site.

Glossário Astrológico- Casas Cadentes

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As casas cadentes  são um dos três grupos de casas:  temos as angulares-1,4,7,10; as sucedentes: 2, 5, 8, 11; e as cadentes: 3, 6,9, 12. As casas cadentes eram tradicionalmente consideradas as casas mais fracas onde os planetas podem estar colocados. Eram também conhecidas como «casas mentais» embora, na verdade, esta designação seja mais propriamente conferida à 3ª- casa, da mente lógica e à 9ª, a casa da mente superior por ser intuitiva e capaz de relação direta com a «verdade» divina.

Olhando para o horóscopo como um quadrado (segundo a tradição do desenho das casas pela Astrologia Jyotish), as casas cadentes são as últimas de cada quadrante. Cada um começa com uma casa cardinal à qual segue, como o nome indeica, uma casa sucedente e, finalmente, uma casa  cadente: quatro quadrantes com três casas cada.

Esta designação não é exclusiva da Astrologia da Índia, uma vez que era também usada pela antiga Astrologia da Grécia, que dava o nome de casas Apoklima às casas cadentes. Este termo significa declínio ou queda, numa imagem simbólica por serem as mais afastadas das casa angulares, que são as mais fortes. A razão pela qual as casas angulares eram e são consideradas mais fortes é que formam uma cruz tendo uma relação perpendicular e de oposição  com o Ascendente e  esta relação com o Ascendente é de extrema importância pois significa que influenciam diretamente os aspetos mais importantes da natividade.

Assim, a tradição tem-se referido ás casas cadentes como sendo aquelas que têm menos força e, por causa disso, aquelas em que os planetas dão resultados menos significativos. Há, no entanto, algumas contradições sobre as classificações das casas, pois cada uma delas tem origem em diferentes épocas, exprimindo diferentes conceitos e visões diversas da realidade. Por ex., quando se começou a atribuir uma correspondência natural entre as casas do horóscopo e os  12 signos (o que é bastante recente), misturaram-se significados antigos atribuídos às casas e outros referentes aos significados de cada signo correspondente, É assim que, por ex., a 3ª casa, considerada pelos antigos como a casa dos irmãos, passou a significar também , no século 20, a comunicação e a mente; para os antigos, a 6ª casa era uma casa de doença, febres agudas, ferimentos e cortes, de ladrões, mendigos, escravos, etc., com a associação ao signo Virgem passou a ser vista  também como uma casa de trabalho árduo e das rotinas.

A 9ª casa era a casa do «Deus Sol», da religião que segue a ortodoxia e  os costumes, das viagens para propósito da educação superior do nativo e fins religiosos. Era vista como uma casa de filosofia, sonhos ou expetativas positivas. Tais realidades abstratas eram também vistas como «longínquas» em relação à vida concreta e material por isso  eram consideradas mais «fracas» por estarem mais distantes do sentir e viver material.

Toda a tradição, incluindo a Astrologia grega e árabe considerava a 12ª casa  como muito maléfica, uma casa  dos «maus espíritos» e onde o «grande maléfico» Saturno era considerado forte  (tal como Marte, «o maléfico menor» se dá muito bem na 6ª casa). Os medievais também consideraram esta casa como a casa de perdas, dos inimigos, de destituição da posição ocupada, da má sorte e da prisão. A correspondência com o signo Peixes dá hoje a esta casa significados de espiritualidade e de contacto com os mundos subtis. Para a Astrologia Jyotish é também uma casa de prazeres sexuais pois é uma casa de privacidade e toda esta mistura de significados revela como diferentes camadas de significados se foram acrescentando aos significados primitivos das casas de modo que nem sempre conseguimos harmonizá-los. Devido à influência de correntes espirituais do século XIX a 12ª casa é  hoje vista como uma casa  que simboliza a dissolução de todos os apegos materiais  e como um ponto de transição para que a alma possa purificar-se e prosseguir o seu desenvolvimento.

Como se constata pelo referido, a classificação das casas cadentes como as casas do «declínio» não faz muito sentido hoje embora  os  significados atribuídos pela tradição se mantenham nas interpretações atuais das casas, mas sempre relacionados com o contexto global do horóscopo.

Glossário Astrológico- Bhinnashtaka Varga

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Bhinnashtaka Varga faz parte do sistema Ashtakavarga que mede a força das  casas ocupadas pelos 12 signos no momento do nascimento e considera que cada planeta atribui um número de pontos (num máximo de 8) a certas casa contadas a partir de si próprio. As que não recebem pontos são influenciadas de forma negativa por esses planetas.

Como referimos em outro artigo sobre a força Ashtakavarga, trata-se de um sistema complexo de avaliação quantitativa da força das casas tendo em conta a relação com os planetas e  o Ascendente, não incluindo os nodos, Rahu e Ketu.  Este sistema considera que os planetas referidos afetam as várias casas do horóscopo de certa maneira positiva  e estas casas beneficiadas recebem pontos benéficos. As que ficam fora desta influência recebem uma influência negativa.

Com base neste pressuposto, é possível traçar uma carta para cada um dos 7 planetas considerados e que tem em conta a relação entre estes ,o Ascendente e as casas do horóscopo. Estas cartas são designadas Bhinnashtaka Vargas. Para traçar cada uma das Bhinnashtaka Vargas tem-se em conta a posição no horóscopo de nascimento. Cada planeta tem a sua Bhinnashtaka Varga. Cada casa pode obter  um máximo de 8 pontos distribuídos pelos vários planetas tendo em conta  o Ascendente. Quanto mais pontos tiver numa dada casa, mais forte é o planeta nessa casa/signo. O total de pontos distribuído por cada planeta nas casas forma um relatório  designado por sarvasthtakavarga.  O total de pontos é de 337 e cada planeta contribui da seguinte forma para este total:

Sol: contribui com 48 pontos;

Lua: contribui com 49 pontos;

Marte: contribui com 39 pontos;

Mercúrio: contribui com 54 pontos;

Júpiter: contribui com 56 pontos;

Vénus : contribui com 52 pontos;

Saturno: contribui com 39 pontos.

Assim, os bons efeitos dos planetas aumentam quando transitam por casas fortes (são as que têm maior número  de pontos benéficos atribuídos pelos planetas) e são menos positivos quando transitam por casas que são mais fracas ( são as que têm menor número de pontos benéficos).

Não há necessidade de efetuar cálculos matemáticos para obter os resultados para cada planeta pois os mesmos são apresentados no relatório de base em qualquer software de Astrologia Jyotish, incluindo o gratuito Jaganatha Hora que recomendamos aos leitores. Com a informação obtida temos uma panorâmica do caráter benéfico ou maléfico dos planetas nas casas e da força e fraqueza das casas, do ponto de vista quantitativo. Para cada casa, um máximo de 56 pontos é possível , considerando-se 28 o ponto médio positivo. Abaixo deste a casa é considerada fraca. quanto mais elevado for o número entre 28 e 56 mais forte é a casa considerada.

Glossário Astrológico- Bhavat Bhavam

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Bhavat Bhavam é um conceito da Astrologia Jyotish que está relacionado com o princípio da «correspondência das casas». Consiste em contar, a partir de uma dada casa do horóscopo, o mesmo número de casas que corresponde à distância entre essa casa e o Ascendente. Assim, para a 3ª casa do horóscopo, contamos 3 casas tomando a 3ª casa como  a 1ª e obtemos a 5ª casa como sendo a Bhavat Bhavam da 3ª (é a 3ª da 3ª). Cada bhavat bavam é uma casa secundária que ajuda a compreender os significados e os efeitos de cada casa do horóscopo.  Assim, quando dizemos que a 5ª casa é uma 3ª casa em sentido secundário, mostramos que os significados da 5ª casa ajudam a compreender os significados da 3ª: Esta é uma casa de esforços, motivações, entusiamo e energia para levar a cabo as nossas ações no mundo. Assim, a 3ª casa mostra a energia que conseguimos colocar em ação para nos movermos no mundo; a 5ª casa mostra como exprimimos tudo isso através da nossa criatividade, inteligência, forma pessoal de agir e gosto em experimentar, mostrando os frutos possíveis de todos os esforços começados na 3ª casa: seja um projeto, uma obra artística ou um filho, tudo isso resulta da canalização pessoal da energia que colocamos em movimento na 3º casa.

Cada casa do horóscopo, à exceção da 1ª- O Ascendente- tem uma bhavat  bhavam que a complementa nos seus significados: Deste modo, a bhavat bhavam da 2ª casa é a 3ª; a da 3ª, como referimos, é a 5ª, a da 4ª é a 7ª; a da 5ª é a 9ª; a da 6ª é a 11ª (para os que possam ficar admirados com a complementação entre a 6ª e a 11ª casa, lembremo-nos de que a 6ª casa é uma casa de serviço, de esforço para produzir serviços para os outros, de obstáculos, luta e conflito com os outros mas, após essa luta e esse esfoço, é possível alcançar ganhos e ser reconhecido na comunidade, com a ajuda de outras pessoas e trabalhando em equipa. Por isso a 11ª casa é a bhavat bhavam da 6ª pois, em geral, não se alcança sucesso material fora da sociedade e da sua rede de apoios e amigos e sem colaborar com outros; a 1ª casa é a bhavat bhavam da 7ª pois a identidade de cada um de nós constrói-se através da ligação com outros a nível pessoal e em especial com um parceiro de vida, pelo menos para a maioria das pessoas; a 3ª é a bhavat bhavam da 8ª  pois as transformações da identidade do ser humano ocorrem em geral a partir dos desejos que este concretiza em projetos, energia direcionada para realizar coisas novas e também para indicar que a morte é apenas uma transição de ciclo e a saída para outro recomeço. A 5ª casa é a bhavat bhavam da 9ª casa. Estas são casas de dharma ou propósito de vida  e estão ligadas pois  a sorte e as oportunidades que criamos nesta vida ligam-se inexoravelmente com o nosso passado: a 9ª casa indica o karma novo que vamos criando, e este reflete-se necessariamente no karma significado pela 5ª casa, que vem do passado. A 7ª casa é a bhavat bhavam da 10ª casa  indicando que o sucesso mundano e a construção de uma imagem pública respeitada  e com elevado status depende da nossa capacidade para formar uma família com um parceiro que nos complementa e ajuda. Esta casa também é a bhavat bhavam da 4ª casa por razões semelhantes, na medida em que o nosso sentido de segurança e a felicidade estão dependentes da capacidade para estabelecer relacionamentos próximos  com alguns parceiros, sejam estes o parceiro de vida sejam os amigos próximos. A 9ª casa é a bhavat bhavam da 11ª casa pois os ganhos e rendimentos que conseguimos realizar necessitam que tenhamos sorte nesta vida e o acompanhamento e orientação de pessoas ou princípios que nos orientem na vida, seja o pai ou algum mestre de sabedoria.  Sem sorte e boa orientação, poucos de nós poderão alcançar sucesso, por muito esforço que façam. A 11ª casa é a bhavat bhavam da 12ª e se isto lhe parece estranho pois a 11ª casa é uma casa de ganhos e aumento de rendimentos e a 12ª é uma casa de perdas, digamos que, em termos de energia cósmica, nada se perde e o que «perdemos» num momento, ganharemos num outro, segundo a lei de compensação universal.  Assim, para ganhar, é preciso também dar um pouco de nós, sendo isto refletido nesta complementaridade e, segundo este princípio, quanto mais se dá, mais se recebe ou ganha.

Através deste conceito de bhavat bhavam a compreensão de uma determinada casa só fica completa quando analisamos a casa secundária de cada uma e o seu estado (presença de planetas benéficos ou maléficos, etc.).

Glossário Astrológico- Bhava Lagna

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A carta Bhava Lagna é diferente da D-1 , Rashi ou carta natal vulgarmente conhecida. Parashara e a corrente  astrológica da Astrologia Jaimini fazem-lhe referência como mais uma forma de afinar os pormenores da interpretação da carta natal. Trata-se de considerar um Ascendente alternativo ao da D-1.

Existem dois  modos de calcular esta carta mas em ambas a posição do Ascendente difere da do Ascendente da D-1. Uma destas cartas tem casas iguais (Sripati) e a outra (bhava chalit) tem casas desiguais. Mas, independentemente disso, o Ascendente destas  cartas «bhava» não corresponde ao Janma Lagna ou Ascendente principal considerado na D-1.

O Ascendente comumente usado baseia-se no movimento entre o horizonte a a eclíptica, que não é circular mas oblíqua e, por esse facto, os signos não se elevam no horizonte  com  a mesma duração temporal  existindo diferenças  de acordo com as latitudes. Há signos que se movem mais rapidamente – ascendem mais rapidamente no horizonte- no hemisfério norte são os signos entre Capricórnio e Gémeos, sendo os signos Peixes e Carneiro os mais rápidos. Os que demoram mais tempo são os signos de Caranguejo a Sagitário, com Virgem e Balança a demorar mais tempo. Assim, quando dizemos que os signos ocupam 30º cada um, isto não é  exatamente  verdade, uma vez que não demoram o mesmo tempo a movimentar-se pela eclíptica, sendo uma convenção, considerar que cada signo ocupa exatamente 30º do Zodíaco. O Ascendente, que é o ponto do horizonte em que um dado signo se eleva no momento em que alguém nasce, baseia- se neste movimento físico dos signos no espaço e no tempo à medida que a eclíptica se move aparentemente durante o dia. Mas o Bhava lagna não se baseia no movimento físico dos signos.

Segundo Parashara, para encontrar o Bhava Lagna, devemos ter em conta que, desde o nascer do Sol até ao momento do nascimento, a cada 120 minutos (5 ghatis) temos um Bhava Lagna. Deixando de lado os pormenores do cálculo, que pode ser efetuado por qualquer software de Astrologia Jyotish- como o gratuito Jaganatha hora-  cada signo muda num intervalo de duas horas.  O Bhava Lagna assim encontrado pode estar antes ou depois do Ascendente da D-1 ou carta natal mas, em geral, estão no mesmo signo/casa.

Segundo o reputado astrólogo Sanjay Rath, o Bhava Lagna não se refere, como o Ascendente comum, á expressão física do nosso ser mas revela antes a personalidade do nativo no plano etérico mostrando a constituição da sua aura. Deste modo, o conhecimento do Bhava Lagna interessa principalmente aos que se  ocupam do desenvolvimento interno do ser humano, não sendo de estranhar que a maioria, incluindo os astrólogos, não lhe deem grande atenção, uma vez que preferem focar-se na dimensão física e material da existência.

No entanto, segundo o sábio Parashara, quando dois ou todos os lagnas especiais Bhava Lagna, Hora Lagna, Ghatika Lagna recebem aspetos de planetas exaltados, isso gera um Raj yoga pelo que a dimensão interna revelada pelo Bhava Lagna pode também contribuir para o sucesso externo no mundo.

Glossário Astrológico- Bhava Bala

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A palavra «bhava» significa «casa astrológica», a palavra «bala» significa «força». Deste modo, a expressão bhava bala refere-se à força de cada casa do horóscopo. Esta «força» interpreta-se a partir de diversos fatores:
1. A força do regente da casa (corresponde ao regente do signo que ocupa essa casa) a partir dos pontos que o planeta obtem na força shadbala.

2. Os aspetos- benéficos ou maléficos- que cada casa recebe, dependendo da natureza do planeta regente e do seu estatuto funcional (muda para cada signo Ascendente).

3. Dig Bala da casa– Esta é a força que as casas obtêm por corresponderem a diversos grupos de signos. Estes grupos são: Nara, Jalachara, Keeta e Chatushpada.

Os signos do grupo Nara são: Gémeos, Virgem, Balança, primeira metade de Sagitário. Quando a 1ª casa calha num signo Nara obtém a força de 60 shastiamsas. Quando é a 7ª casa a cair nestes signos o valor da força é 0.

Os signos do grupo Jalachara são: Caranguejo, Peixes, segunda metade de Capricórnio. A 4ª casa ocupada por signos Jalachara obtém a força de 60 shastiamsas . A 10ª casa obtém 0 quando ocupada por estes signos.

O grupo Keeta contém apenas um signo: Escorpião: a 7ª casa ocupada por este signo obtém 60 shastiamsas. A 1ª casa ocupada por este signo obtém 0.
Os signos do grupo Chatushpada são: Carneiro, Touro, Leão, segunda metade de Sagitário. Quando a 10ª casa é ocupada por um destes signos, a sua força é de 60 shastiamsas e, quando a 4ª casa calha num destes signos ,obtém 0 nesta força.

A partir destas considerações calcula-se a Dig Bala, um dos indicadores da força de certa casa e dos planetas aí colocados.
A força global das casas ou bhavas infere-se assim através de vários modos, sendo os seguintes os mais importantes: a colocação do regente da casa no horóscopo, os planetas colocados na casa, a força e colocação do seu karaka, ou planeta significador.
Outros elementos que aumentam a força de uma casa são a colocação ou aspeto dos planetas benéficos: Júpiter, a Lua forte, Vénus e Mercúrio bem associado.